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terça-feira, agosto 06, 2013

COISAS(S) IMPOSTANTES(S) PARA FAZER.
 
Pirineus de Sousa
"Quando a Depressão Ataca."
 
Em meio a tantas “autos” (estima, piedade, confiança, etc.) percorridas em minhas colocações, falei muito, também, sobre as energias negativas e positivas que os seres, as coisas todas possuem. Exemplifiquei, inclusive, com o nosso planeta terra.
Mas não poderia deixar de tecer considerações sobre o posicionamento que devemos tomar, diante de tantas situações com que nos deparamos. Ele serve para todos os momentos em que estejamos envolvidos, assim como é dito no ato do casamento: na alegria e na tristeza.
Talvez o termo correto seria priorizar, mas praticando-a estará na verdade, positivando-se. Devemos ter em mente o seguinte: TENHO COISA(S) MAIS IMPORTANTE(S) PARA FAZER. Em todas as situações cabe esse lembrete. Da mais complexa, a mais simples. Por exemplo: sua compulsão para comprar coisas supérfluas. Pode ser que ela tenha ficado reprimida por algum tempo, por algum motivo. Pensando em alguma coisa mais importante para fazer, pode ser que você deixe de efetuar a compra e poderá estar economizando para alguma eventualidade futura. Você não estará sendo sovina para com você mesmo e sim dando valor àaquisição pretendida. Como já dissemos, o desequilíbrio do humor, às vezes mostra o nosso lado compulsivo, - talvez uma compensação por muitas coisas que deixamos ou estamos deixando de fazer.
Mas não fico só por aqui. Pode ter acontecido da pessoa amada tê-lo abandonado. Não suportou alguém tão triste quanto você e com tamanha carga de problemas, que correm em paralelo. O seu amor demonstrou não ser grande o suficiente para mantê-lo aceso. Quando escolhemos ou somos o escolhido para um relacionamento, deveríamos ter juízo ou discernimento suficiente, para: primeiro, ter a certeza de que aquela é realmente a pessoa a ser amada, mas concomitantemente, em segundo lugar, ter a certeza de que se trata da pessoa certa.
Como não somos de dosar (acho que nem conseguimos) os nossos sentimentos, logo estaremos envolvidos em um caso para o qual deixamos as ponderações de lado, e mergulhamos de cabeça, por inteiro. Você, já triste e com mais essa, as coisas só tendem a piorar. É a hora de recorrer a sua balança imaginária.
Em um dos seus pratos, vá colocando as qualidades do ente amado. No outro, coloque o que você julga serem os defeitos. No auge da saudade, você ainda tenderá a valorizar por demais o primeiro prato, mas o tempo se encarregará de mostrar-lhe por inteiro, que talvez tenha sido melhor assim.
Não cabe a mim questionar se você tende mais para a fidelidade ou para a infidelidade. Para os últimos, por certo um abandono a mais não se constituirá no fim do mundo. Podem optar por relacionamentos alternativos, o que não quer dizer que o feitiço não possa voltar contra o feiticeiro.
Particularmente, tenho admiração e ao mesmo tempo, dó para com as pessoas sonhadoras, que acreditam ser o amor eterno. É como disse Vinícius de Moraes: bom enquanto dura.Enfatizamos o lado romântico, pelo fato de você poder estar se sentindo só e passar a se envolver mais facilmente com pessoas em estados emocionais mais equilibrados e quiçá, mais frias. Na separação, você irá sofrer com certeza e a outra parte sentirá, talvez, menos. Nesse ponto, não ponha a sensação de abandono em primeiro plano de sua vida. Lembre-se que você tem coisa mais importante para fazer. Cuidar melhor de você, se amar em primeiro lugar. Estar pronto para novos relacionamentos. Afinal, a vida continua e o amor é lindo!
Assim já dizia o poeta. Para estar sempre pronto, compare-se a um artigo de primeira, exposto em uma vitrine; seja ou procure ser alguém cobiçável.(dentro dos limites) Seja o contrário do que possa acontecer com um maracujá trancado em uma gaveta. Se a sua desilusão for tamanha a ponto de que nada disso seja possível, passe a analisar as pendências que exijam a sua pronta ação para resolvê-las. Todos somos assoberbados de compromissos. Se nos considerarmos uma pessoa simples, é porque estamos pulando por cima de problemas. Quem não os tem? Todo ser humano é complexo por natureza, incluindo aqui os devidamente considerados equilibrados.
Dessa análise, proponha-se metas a atingir. Faça uma escala e vá executando-as. Você há de sentir que a vida é uma moto-contínua de situações a serem resolvidas e o que seria dela, senão fossem esses problemas? Diria, vazia, insípida, sem sentido.  Assim,  aplique  o  TENHO  COISA(S)  MAIS IMPORTANTE(S) PARA FAZER, para PENSAR, para SONHAR, nas mais diversas oportunidades. Minimize as possibilidades de sofrer, colocando sempre alguma razão mais plausível do que essa do momento, que pode estar tornando-o mais triste.
Nas diversas formas abordadas, falamos também das amizades. Existem mais falsos amigos do que verdadeiros. Use a sua balança. Cativar e manter os verdadeiros não é apenas lógico, mas uma necessidade. Aos demais, aplique o lembrete – Tenho coisa(s) mais importante(s) para fazer.
Nosso dia-a-dia, por mais retraídos, por mais enclausurados que estejamos, sempre há algo a fazer, inclusive pensar, - tanto no céus, quanto com os pés na terra. Através desse ato, mesmo que seu raciocínio esteja em desarmonia, pense em como seria diferente se estivesse fazendo alguma coisa que lhe desse prazer.
Você deve, acima de tudo, conscientizar-se que a coisa mais importante que tem a fazer, é ser feliz. Você deve ser a sua prioridade, a qualquer preço, mas respeitando os espaços alheios e dentro das suas possibilidades.
Ao mesmo tempo que levanto a bandeira da auto-estima a qualquer custo, proponho barreiras. É a questão de não nos tornarmos egocêntricos, ao ponto de desestabilizar o ambiente onde vivemos.
Analise comigo. A sua volta, quantas pessoas convivem? Olhando somente para seu umbigo, não poderá estar descuidando dos filhos, do cônjuge, de outros laços afetivos? A minha proposta é de uma felicidade compartilhada e não isolada.
Nas suas prioridades e metas, leve em conta tudo e a todos, o TENHO COISA(S) MAIS IMPORTANTE(S) PARA FAZER exige a utilização do nosso poder de discernimento, na tomada de atitudes sensatas que nos torne harmônicos com o nosso meio ambiente.
Como nem tudo se constitui de sentimentos, temos que atentar para o lado financeiro da nossa situação. Ser rico, necessariamente não é ser feliz, mas o lado material deve ser visto pelo depressivo como algo significativo. Pode até ser ele o motivo da sua depressão. O tratamento é o mesmo, priorizando,resolvendo e acima de tudo, procurando todas as formas de estabilizar essa situação. Quantos diante de um quadro financeiro caótico, procuraram fugir da realidade, atentando contra a própria vida? Esse tipo de comportamento tira de circulação pessoas que ainda poderiam, se superada essa fase difícil, ser úteis para a sociedade, sem contar manter estável todo um círculo familiar e de amigos.
Não prego o capitalismo canibal, mas o dinheiro está aí para ser ganho, perdido e há inclusive aqueles que o roubam. Temos apenas que entender que as possibilidades foram feitas e existem para todos. Cabe a cada um de nós viabilizar a forma de nos mantermos condignamente. Entre tê-lo ou não, muito ou pouco, vai depender da nossa administração e, mais uma vez, cabe a determinação de entre as coisas importantes a fazer, é melhor nos provermos dele para uma existência mais segura, confortável e mais propensa à felicidade.
Até aqui, nada lhe tocou, a carapuça não serviu em momento algum. Nada de amores mal-resolvidos, nada de problemas financeiros, "sou complexo por natureza e disso eu jásabia". "Prefiro alienar-me, ficar olhando para o teto e vendo o tempo passar, o resto é que se dane". Nessa sua clausura, mesmo mentalmente confuso, há de sobrar momentos para a inserção do lembrete: TENHO COISA MAIS IMPORTANTE PARA FAZER. Inicialmente você mentalizará essas palavras no singular, mas a medida em que for possível nelas se aprofundar, verá que elas devem ser escritas no plural e, quem sabe, agora a carapuça tome o formato da sua cabeça. Essa conscientização do meio que o cerca é uma tomada de consciência e sinal que por fim você está visualizando o mundo como sabemos sê-lo: fervilhante e complicado. Cabe a você decodificar o seu, para partir para a luta, não entregar os pontos, não ficar parado ante o primeiro obstáculo que aparecer. Sempre  existirão  coisas  importantes  para  fazer, independentemente de você querer ou não. Ignorar esse fato só poderá complicar, portanto, é melhor aceitá-lo e tocar a bola prá frente, de preferência com um chute certeiro.
Adotando esse lembrete como meta, aplique-o a todos os seus problemas, sejam eles: pânicos, medos, baixa-estima, inseguranças e mesmo na autopiedade. Você verá que ele é válido, porque tornando-se sua própria prioridade, dentro das premissas já colocadas, você estará se tornando menos triste e mais propenso a enfrentar os fatores motrizes da sua vida.

sábado, junho 22, 2013


 
 
 
 
Ela Aposentou Você – Literalmente

Pirineus de Souza - Quando a Depressão Ataca


 
Na turbulência do período depressivo, entre os altos e baixos, chegou-se à conclusão que você não poderia mais desempenhar o seu trabalho. Sem condições de uma readaptação, você foi afastado, enfim, suas expectativas de  uma  aposentadoria a  longo  prazo  se anteciparam. Seu mundo ficou mais estranho ainda, sem a rotina costumeira que era sua   vida. O presente, o futuro se apresenta como um grande vazio, sem perspectivas imediatas. Você não teve tempo de se preparar para essa aposentadoria compulsória e agora se vê frente a tudo isso.
Apesar de ter a tristeza sob controle, você não encontra caminhos para essa nova fase de sua vida, você não tem essa realidade sob controle. O que fazer? Você ainda está jovem, ou meia idade, quem sabe até na terceira? Ficar em casa? Trancar- se em si mesmo? Você não tem o que fazer, não tem aonde ir, sua renda mensal diminuiu, ou se você tem boa situação financeira, não sabe, ou não quer encarar a realidade. E agora, o que fazer, aonde ir, ou por onde ir? Como o seu problema e à categoria a que agora pertence não lhe permite conseguir novo emprego regular, ou talvez as Leis o impeçam, o que fazer?
Conscientizar-se da nova situação. Afinal, tempo não deve faltar-lhe para planejar agora o que deverá ser feito mais à frente. O que mais você sabe fazer além do que fazia antes?
Enquanto trabalhava, tinha vontade de fazer outra coisa? Pergunta-se. O que lhe parece mais interessante está ao alcance da sua saúde física e mental? Seja franco com você mesmo, afinal é essa sua vontade e verdade, onde você não é coadjuvante e sim a estrela principal da peça que a vida lhe pregou. Pensando dramaticamente, a verdade é essa, mas pode ser vista de diversos ângulos. Procure o mais correto dentro dessa nova realidade.
Você está vivo e tem suas aptidões para um novo recomeçar. Você deve se reciclar para projetos menos ambiciosos, até onde você possa chegar, pois agora você já sabe das suas limitações. Novo ou velho para alguma atividade, mas capaz ainda de ser produtivo, com fins lucrativos ou não.
Aproveite bem o seu tempo nessa sua análise, se é que ainda não a tenha feito, por qualquer motivo que seja. Você é uma pessoa sofrida, pois chegou até onde chegou, e não por vontade própria. Foi casual, uma dura prova e bem ou mal, insisto, você está vivo, o que é mais importante.
Não manter-se inativo, eis a questão. É um fato perante a você, que não deve se poupar em provar novas possibilidades, comparando o que deu certo antes e o que não deu. Com esses dados em mãos, procure onde e como aplicá-los no presente. Você não é mais, ou tão competitivo quanto antes e nem procure sê-lo, você tem que se preservar. Tem que se acautelar.
Agora, de alguma forma, você tem limitações e deve ter aprendido a respeitá-las. Não entenda essas colocações como incapacidade, só que o quadro agora é diferente e você deve aceitá-lo.
O mundo está mudando e já está na fase em que as atividades antes exercidas fora de casa, agora podem ser executadas dentro dela, em seu próprio local de moradia, - o que vislumbra mais possibilidades de escolha para você.
Lembre-se de pequenas coisas aprendidas ao longo da sua vida, com certificados ou não, mas experimente fazer os serviços de que ainda é capaz. Comece pelos mais básicos, o que não significa que seja para qualquer um fazer. Mas, você é capaz de realizá-los bem, e sem carteira de trabalho assinada.
Você é ótimo para cozinhar, porque não pilotar o fogão, mesmo que antes você tenha pilotado um Boeing ou um fórmula um?
Você gosta de ler de tudo, porque não ler os classificados? Lá você poderá encontrar algo que jamais passou pela sua cabeça fazer e, no entanto, é feito sob medida para você. Pense em tudo o que você poderia fazer se tivesse tempo, mas não tinha, seu negócio era outro 
Antes em sua rotina, tudo funcionava como engrenagens perfeitas, sincronizadas, mas agora já não é mais assim e pode até ser melhor para você. Tinha-se espírito de grandeza, deixe-o de lado. O seu contexto agora é outro e você terá que se adequar a ele. Pode estar em fazer coisas simples, menos complicadas e aí pode estar o prazer de fazê-las. Desça os degraus da fama que poderão ter sido até fictícios - e mesmo que não tenham sido, provavelmente o fizeram chegar lá e aqui. Reconhecendo seus limites, não incorrerá nos erros anteriores, não que não tenha sido capaz, mas fatores adversos atravessaram seu projeto.
Procure cercar-se de coisas prazerosas, crie. Cuide do seu principal cartão de visita que é você próprio. Tenha melhores cuidados com a aparência, pois agora você tem disponibilidade de tempo.
Naquilo que você desempenhava com louvor, torne-se ou crie uma assessoria, tenha seu escritório particular. A vantagem reside no fato de não ter que superar-se em quantidade. A dosagem poderá ser equilibrada e mais eficaz. E por falar em eficácia, talvez aí tenha residido a sua maior falha. Tudo era eficiência, mas perdida em eficácia, preocupado com a quantidade de realizações que nem sempre surtiram os efeitos esperados.
Procure ocupar-se para não ter uma vida vegetativa, o que será a morte em vida. Compare o seu caso com outros, por exemplo – assista a uma partida de jogo entre paraplégicos e veja como se superam. Observe um cego caminhando em rua. Na construção vizinha, observe os trabalhadores fazendo grandes esforços físicos, mesmo tendo uma alimentação precária. Olhe
aqueles braçais trabalhando sob um sol causticante, ou sob a chuva. A sua secretária do lar, todo dia limpa, cozinha, lava, passa e sinta como é uma tarefa árdua. Observe a luta diária de um camelô, de um faxineiro, do vendedor ambulante, do engraxate. Observe a dignidade com que desempenham suas atividades, agradecendo em vez de reclamar.
Preste atenção em um formigueiro, um apiário, um cupinzeiro e sinta as suas organizações; veja como funcionam; sinta como são construídas. Nessas observações do simples, se situe e sinta como você, para chegar até aqui, se complicou.
Agora é hora de análise, não de uma reparação por você ter tido tantas aspirações, concretizadas ou não. Incentivado ou por iniciativa própria, foi uma arma que você disparou contra si próprio.
Você tentou cumprir seu papel, julgou-se e foi julgado capaz, mas a carga foi excessiva, seus neurotransmissores, por uma química inadequada, entraram em curto. Não foi culpa voluntária sua, você não previu as conseqüências e nem podia: não tinha esse tempo para refletir sobre o assunto. O amor ao seu trabalho foi à razão do seu existir, maior que a si próprio.
Até a sua família, talvez tenha ficado em segundo plano. O presente momento é de recompor esse vaso de porcelana que se desfez. Recomponha-o com cautela, mas eficazmente. Tente deixar o mínimo possível de defeitos em sua restauração. Ele poderá não ficar tão bonito como antes, mas guardará muitas lições de vida e você, mais que ninguém, saberá dar-lhe o devido valor.
Tire o sentimento de culpa da sua mente. Por ter chegado até aqui, considere-se um herói para consigo mesmo, pois chegou vivo, e o momento é de aprender a vivenciar e tornar seus dias, em experiências agradáveis. É hora de se simplificar.
Torne-se mais íntimo de você mesmo, agora que se conhece melhor; deixe aquele ser complexo no passado.
Você se tornou um passarinho criado na gaiola da sua rotina. Agora, livre dela, não sabe se virar como seus irmãos criados como manda a natureza. É como se agora você tivesse saído do ovo: terá que se empenar e treinar para alçar vôos.
Entenda esse processo para enfrentar a nova vida, você é um passarinho não um vegetal, eis a diferença. Sua missão é cumprir esse novo ciclo evolutivo e voe, inicialmente só por perto do ninho. Gradativamente, vá conquistando o seu espaço que ainda poderão ser amplos depende só de você, da sua força de vontade e persistência.
Nunca é tarde. Procure por em execução os seus sonhos. Mas que sejam plausíveis, compreensíveis, realizáveis dentro de suas novas condições.
Em "O Pedaço Perdido", Harold S. Kushner fala sobre o círculo que perdeu um pedaço de si, assim como um queijo redondo perde uma fatia. Para voltar a ser perfeito, saiu pelo mundo afora a procura do seu pedaço faltante. Nessa busca incessante e com dificuldade em locomover-se, observava tudo ao seu redor. Pormenores que antes perfeito, ele não via.
Após exaustivas buscas, encontrou um pedaço que lhe encaixava e assim pode sair pelo mundo, como antes. Mas assim, o mundo não era detalhado, não via as flores, os pássaros... Então, ele parou, deixou o pedaço que havia encontrado de lado e continuou a rolar, lentamente. "O tempo, tem o tempo que o tempo tem", além de ser relativo. 

sábado, maio 11, 2013

A Volta
Pirineus de Sousa
“Quando a Depressão Ataca”
 
Sem perceber o seu mundo readquire cores, a comida antes insossa,  passa a ter sabor. Suas idéias, antes confusas, passam a ter sentido. A sua aparência está melhor e a sua volta o caos, quebra-cabeças a serem resolvidos. É o acúmulo de problemas que não foram resolvidos na época certa e que se acumularam como uma bola de neve.
Aqueles que gostam de você e lhe compreendem vão se sentir felizes com sua volta à vida. Você deu a volta por cima e está capacitado a resolver os problemas que se acumularam enquanto esteve "fora". Há muitas coisas a serem feitas e, relembramos, não some os problemas. Encare um a um, procurando resolver um de cada vez. Agora você aprendeu a se amar. Embase esse sentimento com as palavras de Meabe: "O amor que você recebe, é igual ao amor que você dá". É necessário agora que seja altruísta e pense naqueles que o rodeiam. Eles foram muito importantes para o seu retorno. Lembre-se que eles continuarão gravitando a sua volta e você na deles, e que poderão ajudá-lo no encaminhamento e soluções dos problemas.
Agora que você está de volta ao equilíbrio, os temores estão acabando, o seu banzo se foi, vá gradativamente voltando as suas atividades normais, procurando ter de novo o controle da situação. A sua experiência anterior não acabou; ela apenas teve um interregno enquanto você esteve triste. Agora, é só continuar. Nessa sua nova jornada, seja o seu próprio fiscal, tal  como: mantenha o seu tratamento, afinal o seu mal foi diagnosticado como depressão passageira ou crônica e com ou sem possibilidades de recorrências. Nem sempre o diagnóstico é preciso, portanto, observe-se, e ao menor sintoma, recorra aos médicos, tendo em mente que sempre no princípio o tratamento é mais eficaz e simples.
Você se conheceu melhor enquanto esteve doente. Ninguém melhor agora que  você para se observar. Pode ser que ela nunca mais o acometa.
O seu poder de percepção melhorado, em muito irá ajudá-lo e àqueles que o cercam. Você dará mais valor a pequenas coisas que antes não havia observado e, com certeza, tudo lhe parecerá mais bonito que antes.
Mas como nem tudo é alegria, as seqüelas ficam. Amizades foram desfeitas, oportunidades foram perdidas. Até o casamento pode ter sido abalado ou desfeito. Tente se reconstruir por inteiro, nada é definitivo. A vida há de dar-lhe novas oportunidades.
Supere a mania de perseguição, ao notar olhares atravessados. Afinal você esteve envolvido com uma doença pouco compreendida. Ao mesmo tempo em que se apresentava saudável (nem sempre é assim), esteve envolvido com psiquiatras, psicólogos, clínicas de repouso, remédios controlados. Para alguns, isso é coisa de doente mental. Não tente explicar o inexplicável; encare a sua nova realidade. Você não foi ator, foi uma pessoa que sofreu para superar a si mesmo e deve sentir-se orgulhoso disso.
Na sua reconciliação, aprenda agora a separar o joio do trigo. As pessoas negativistas, caso não possam ser ignoradas, pelo menos aprenda a dar-lhes a importância de que são merecedoras. Releve-as a um segundo plano no seu existir. Afinal, você precisa de incentivos, apoios sinceros. O colunista já dizia: "Os cães ladram e a caravana passa".
Sinta-se superior às mesquinharias; você lutou contra coisas bem piores e venceu. Esses pequenos obstáculos são plenamente superáveis. Observe que nos seus piores momentos, essas pessoas não estavam a sua volta. Em nada contribuíram para a sua cura e não será agora que você está bem, que contribuirão com alguma coisa. No mínimo se aproximarão de você, movidas pelo jogo de interesses.
Você pode não estar como até agora o colocamos. A tristeza se foi, mas você se sente desmotivado, falta-lhe fôlego para continuar. As dificuldades foram resolvidas, mas deixaram danos. Recorde então como tudo estava mais difícil. As barreiras pareciam insuperáveis, mas você conseguiu transpô-las. Nada se compara com o que acabou de passar. De que serviram as lições, as provocações? Para situar-se, procure organizar-se, motivar-se; sempre há algo a fazer. O sucesso nem sempre é possível sem que se conheça o fracasso, dizem. Você que vem do fundo do poço, tem que entender essa colocação. Para ser feliz, não há  necessidade de realizações grandiosas. Você poderá sê-lo com pequenos feitos. Reconheça seus limites, reconstituindo a sua vida de forma mais simples, com mais moderação.   Para ser feliz, a receita é caseira e necessariamente não está em se ter muito dinheiro, mas nos quesitos: não cultivar a solidão; procurar ser extrovertido; ser fiel no seu relacionamento; trabalhar muito; assistir novelas. Coisas assim, simples.

sábado, abril 06, 2013

 
 
 
 
Viagens Alternativas
 
 
 
Pirineus de Souza
“Quando a Depressão Ataca”
Por diversas passagens falei da natureza, animais, rios, riachos, praias... Especificamente não criei um quadro completo, com a presença de todos esses elementos, ou parte deles, muito utilizados como relax, indução para a concentração e outras finalidades terapêuticas que nos levam ao êxtase, do grego, que significa estar fora de si mesmo.
Não importa as suas crendices, ou técnicas de tratamentos psicológicos, você já deve ter passado por diversas experiências, onde foi induzido a criar em sua mente, paisagens fantásticas, onde reinavam a beleza, a paz, a harmonia e a sua total interação com esse meio. O barulho das cachoeiras, a temperatura que você julgou ser a ideal para você. A areia macia, clara. As árvores, flores imaginárias. Animais dóceis. A brisa suave e o perfume dominante nesse ambiente de contos de fadas. O verdadeiro éden, onde é possível conversar com as plantas e animais. Nessas viagens você pode tornar-se um pássaro, uma formiga, uma borboleta, um arbusto, ou ser você mesmo e sentir-se um ser angelical. Sendo de fundo religioso, você se esforçando poderá até falar com Deus. Nada de extraordinário para algo criado em sua própria imaginação. Ela pode ser feita em posições de relaxamento, de yoga, existem métodos, meios e muitas outras formas. A sua indução pode ser feita por terceiros ou pelo auto-conhecimento adquirido através da prática. Embarcar nelas, nunca será cansativo, pois a sua mente é fértil, criativa, pode ser modificada em cada uma delas e sempre poderá ser diferente uma da outra. 
Essas experiências têm efeitos muito positivos no paciente e podem ser feitas quantas vezes se quiser empreendê-las. Só há a necessidade de se ter passagens de ida e volta. Você vai passear, mas a sua casa o espera de volta, para o dia a dia normal. Indiscutivelmente, o fundo musical será clássico, de músicas orientais, corais celestiais, etc.
As técnicas exigem relaxamento de cada parte do corpo, positivando o funcionamento de cada uma delas. Os meios de auto-ajuda, autocura, têm também o acompanhamento de salmos, passagens bíblicas, mantras; o método combinado de ascensão de degraus com variações de cores, a cromoterapia hoje muito divulgada, enfim "n" maneiras de se embarcar.
Temos também, um verdadeiro arsenal de orientadores profissionais que por livros, fitas e vídeos servem de "guias" para poder delas se usufruir melhores proveitos. 
O pensamento solto faz com que se esqueça dos seus males, e, por momentos, você estará longe das angústias. O seu corpo, a sua mente agradecerão e as suas baterias se recarregarão para enfrentar a realidade.
Os psicoterapeutas, com suas escolas e métodos, não nos resolvem da noite para o dia. Tais métodos, inclusive, são muito praticados por eles. Quantas vezes você já não foi aconselhado a ter contato com a natureza, respirar ar puro, fazer caminhadas. Dentro dos consultórios, quantas vezes você já não fez relaxamento e mesmo viagens induzidas? Não foi bom? Então porque não fazê-las como forma alternativa? Com certeza você gostará mais de umas que de outras. Sei em sã consciência, que a sua sensatez não o deixará envolver-se com "agências" que utilizem de chás, ervas, cogumelos, porções mágicas, ou qualquer outro meio, que não o mental para empreender seus passeios. Com a sua experiência pessoal, caso notar algo de errado, saltará fora e também, saberá lidar com essas alternativas de falsas promessas, que existem e muitas, optando por aquelas que se não lhe provarem sérias, ao menos que demonstrem isso.
As "viagens" também têm seus limites e precauções. Por isso, não as estou propondo para quem não tiver o poder desses discernimentos, como para crianças, os muito jovens, ou muito debilitados psiquicamente. Nesses casos, só com a ajuda especializada.
Entrar na profundeza do seu ser, do seu "eu". Para fazê-lo, você terá que utilizar  técnicas respiratórias, aprender a galgar níveis mentais e acima de tudo, aprender a concentrar-se.
Não estou propondo meditação transcendental, viagens psíquicas, onde o espírito abandona o corpo; o déjà vu, em que ocorre a sensação momentânea de já ter vivenciado anteriormente, algum momento presente; as viagens astrais ou o livramento dos carmas para atingir o nirvana, enfim a minha proposta não é de chegar no estado limítrofe entre o real e o irreal, ao ponto de estar lidando com a paranormalidade.
Dependendo do seu grau de sensibilidade, procure dentre esses meios alternativos, aqueles direcionados ao seu caso, objetivando compatibilizar as desarmonias mentais.
Durante a guerra fria entre Rússia e Estados Unidos, a lavagem cerebral foi muito utilizada e com sucesso.  Esse fato comprova que a mente humana é manipulável e, daí os cuidados e, as precauções. "Agências" e meios seguros haverão de proporcionar-lhe, além do equilíbrio mental, a felicidade, a saúde, a paz. Programe-se de forma tal a criar dentro de você, formas de alcançar o sucesso, a liberdade em todos os sentidos, principalmente livrar-se dos problemas que o afligem no momento.
Aqui, além dos casos já tratados, a aplicação desses métodos se direciona também, às mulheres que ainda estejam no período dito fértil, aquelas que menstruam e estão sujeitas à tensão pré-menstrual, a TPM. O nervosismo, as dores, a agressividade ou a tristeza, em muito serão minimizadas com as técnicas de relaxamento, e quem sabe se por esses caminhos você poderá deixar de recorrer a remédios químicos todos os meses?
A repetição de auto-afirmação positiva, a crença do que aquilo que você criar na sua mente passa a  existir, só tenderá a trazer-lhe benefícios e a descomplicar-se pelo seu autoconhecimento.