Técnicas de Psicoterapia Holística,
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sábado, julho 07, 2012







Os Iguais se Atraem

Pirineus de Sousa
Quando a Depressão Ataca

Em seu viver, aconteceu de você conhecer outras pessoas depressivas. Afinal, ninguém melhor para entender um depressivo que você, uma aproximação senão de iguais, pelo menos de parecidos, em momentos especiais. Ouviram-se, tentaram se aconselhar mutuamente e procuraram tirar lições disso tudo. Mas nem sempre é assim, você pode levar a pior.
Não se pode esperar que você absorva toda uma carga negativa de alguém que em outra circunstância, poderia receber de você toda a sua atenção e ajuda. Mas seu momento também é especial e tanto quanto para o outro, existe a sua carência. Mantenha-se eqüidistante, não por egoísmo, mas por amor próprio. Os especialistas da área se preparam por anos a fio, aprendendo a construir barreiras em torno de si mesmos, para tratarem com os seus problemas e de seus semelhantes. Eles foram treinados para ficar imunes, para ajudar os seus pacientes e você não tem esse escudo. Sendo necessária essa convivência, da sua parte ou da outra, mesmo porque quando escolhemos amigos, devemos estar preparados para aceitá-los como eles são. O importante é que em seus contatos você se poupe. Use da franqueza, quando sentir que não está apto ou disposto a compartilhar de problemas. Não há necessidade de ser grosseiro. Aja com naturalidade, ninguém é perfeito e todos estão sujeitos as pressões externas.
Procurando se fortalecer, você estará apto a ajudar essas pessoas que ainda não conseguiram superar as crises.
Nem todos tiveram a coragem de procurar especialistas para expor seus problemas como você. Aborde a questão, explicando que o primeiro passo é procurar alguém capacitado para ajudá-lo. Os papos nas seções de grupo são muito profícuos e interessantes, tudo porque têm a devida orientação. Mas entre leigos, a coisa pode não ser positiva para ambas as partes. Nesse estado de incertezas, o melhor é termos exemplos construtivos, vivenciados positivamente e abordados de forma tal que só tragam benefícios.
As oportunidades para essas aproximações não haverão de faltar. Mude de posição com a outra pessoa até aqui tratada, a recíproca é verdadeira. Ela correrá os mesmos riscos, e ambos devem conversar, mas com quem tenha, como já dissemos, estrutura e preparação para tal. Quem está vendo a cara não está vendo os sentimentos. Até médicos de outras especialidades podem ser pessoas não indicadas para ouvi-lo. O que um ortopedista, um gastro, ou outra especialização não voltada para a saúde mental, poderão fazer em seu caso, a não ser que deles precise para os tratamentos para os quais são indicados?
Na sua fragilidade, a tendência é emprestar seus ombros mais que o necessário e justo, nesse momento em que precisa estar alerta para vislumbrar uma réstia de luz no fim do túnel.
Fica suscetível de se envolver com os problemas alheios, daqueles que necessitam tanto quanto você de ajuda. Mas, antes de se dar, ponha-se em primeiro lugar. Dos embates da vida ninguém está livre. Seja o seu próprio exemplo. Ninguém é dono do mundo, e desde o seu princípio, com certeza, eles existiram e não será você a resolvê-los todos.
A insistência na sua preservação é porque você tem que fazer as pazes com a vida. Ela tem que continuar e para isso, há a necessidade de se aplicar a lei da sobrevivência, perceptível nos animais mais primários, daí...
Nunca é tarde lembrar que você está nesse grupo provisoriamente, não definitivamente. Você ficará nele dependendo da sua força para lutar. No caso, querer tem que ser poder, sem meias medidas.
O amigo com quem você não quis, talvez momentaneamente, compartilhar das tristezas, amanhã também já estará fora das amarras depressivas e assim, poderá saudavelmente, desfrutar de um convívio construtivo e alegre.
Daí ter colocado sobre a ponderação, o doseamento nos colóquios, o não cair de ponta-cabeça nos problemas alheios.
Espere por dias melhores e não tenha a consciência pesada elas suas atitudes. A troca de informações, confidências, experiências se necessárias, que ocorram em níveis não angustiantes.
A seguir, minhas colocações poderão parecer infantis, mas
constituem saídas que parecerão supérfluas, fricotes. Para não serem confundidos com um doente mental, pequenos animais poderão ser ótimas companhias. Servem para ser acariciados, para conversar, distraí-lo. Até um bichinho inanimado poderá ser seu confidente. Adote plantas. Desenvolva seu lado criativo nas artes, na mecânica, seja o faz-de-tudo em sua casa. Converse consigo mesmo, só mentalmente, para não se expor. Se mesmo as pessoas da sua convivência diária estão lhe achando estranho, o que dizer delas ouvindo-o falar sozinho? E os demais, o que pensarão?
Quando se fizer a luz, esses pequenos detalhes lhe serão muito caros. Concientize-se de suas fragilidades. Foram como flores viçosas, presentes, mas murcharam e morreram antes de você. Ficarão na sua lembrança que um dia eles lhe foram muito úteis.
Tenha em mente que é preferível às vezes dizer NÃO, quando seu coração pede para dizer SIM.

sábado, junho 09, 2012


Fugas

Pirineus de Sousa
Quando a Depressão Ataca


Nunca estaremos preparados para enfrentar o fato mais certo da vida, que é a morte. Se não a concebemos em sã consciência, nem para nós, o que diremos dos nossos entes queridos? Ninguém nunca encontrou o remédio da conformação para com ela.
Mesmo que a formação religiosa nos mostre caminhos, a tristeza pela partida não pode ser mensurável, e o medo da nossa própria, sempre estará nos rondando.
Abordei esse assunto também no capítulo auto-estima, mas no quadro depressivo a morte faz parte do todo, pela angústia, a tristeza, a solidão, as fugas; em todas, ela se faz presente. É comum neste estado, notadamente nas fases de baixa autoestima, os pensamentos recorrentes de morte. É o dormir e não acordar mais, é a vontade de preferi-la a continuar assim, é sentir-se tão sem lenitivo para viver que se torna inevitável ela ão estar rondando, independentemente da forma. Provocada ou que venha, nem que seja pela doença, ou naturalmente. Mas em situações de equilíbrio emocional, ela nos apavora, seja para os outros, ou para nós mesmos.
Para o cristianismo, a vida prossegue depois da morte. Para outros, morrer já é glorificante e mesmo para aqueles para os quais ela encerra o fim em si mesma, também, humanamente, sentem quando ela visita aos que lhes são caros. Morrer significa ausência, e ela dói. Quando você a quer para si, deixou de pensar naqueles que o rodeiam. Como ficarão? E aqueles que dependem de você? Aos demais, você parecerá egoísta, egocêntrico. Pare e olhe a natureza. Ela resignadamente, naturalmente, vive seu ciclo vital. Por que o homem irá quebrar este estado de coisas? Por que se acovardar e não viver até morrer? A sua falta, com certeza irá causar mais danos que soluções. Ou em meio a seus problemas não tem algum tempo para essa reflexão? Antes que ocorra uma fatalidade, dê-se esse espaço. Caso não consiga raciocinar consigo próprio, procure ajuda, mas não deixe a situação à deriva, policie-se. Ela, a tristeza na qual se encontra, não se compara com os danos que poderão advir por um gesto tresloucado. Analise seus méritos, dê-se o devido valor. Você apenas não está bem, passageiramente. Olhe para frente, no fim do túnel escuro, há de surgir uma nesga de luz e você descobrirá que valeu a pena esperar. Deixe o imediatismo de lado, meça as conseqüências, coloque-se no lugar de quem perdeu alguém que lhe seja caro. A recíproca é verdadeira. Já li que para suicidas em potencial, não existem meios de prevenção, e não concordo, pois a depressão constitui-se de altos e baixos, não tem um comportamento padrão. Nela existem os momentos de calmaria, necessários para que o paciente faça uma auto-análise e conclua qual será o desfecho.
Ditos populares aplicam-se perfeitamente no nosso assunto, pois fazem parte do nosso dia a dia, "Não há nada como um dia após o outro". Se amanhã não for melhor, por certo, outro lá na frente o será. Não vale a pena esperar? Dizem: que quando a situação está péssima, não tem mais como piorar. Então, as coisas só tenderão a melhorar. Devido ao seu estado emocional estar relativo, em moentos você quer morrer seja de que forma for, por outros, entra em pânico só de pensar na possibilidade. Assim, a situação se inverte, é o medo de dormir de vez; é sentir faltar-lhe a respiração, enfim constitui-se em uma angústia só. A possibilidade da morte torna-se fobia, é o paradoxo que não deve existir, pois a vida não deve ser questionada, não deve ter seu ciclo alterado. Copiemos a natureza.
As doenças oportunistas podem acometer o depressivo, devido a sua fragilidade mental e física, e o seu sistema imunológico estar também debilitado, podendo ser acometido de doenças realmente graves. Veja os hospitais e quantos neles encontram-se em busca da cura. Como já disse, devemos acompanhar a maioria, pois alguma razão há de existir para que eles a constituam. Lutar para que vivamos até o fim, observar a bravura de quem lutou. Não é mais salutar que a covardia de quem se entrega?
Pessoas abaladas em sua auto-estima podem descobrir que o banal de antes é o tormento do momento. Descobrir que está velho, acabado. Seu antigo poder de sedução não funciona mais e sexualmente está arrasado. Podem no conjunto, ou uma em especial, tornar-se, fatores para levar à depressão, com a conseqüente vontade de morrer. Se assim for, analise o porque da situação. Assuma o problema e ao invés de ficar se lastimando, remoendo-o, lembre-se dos avanços da medicina de hoje. Você poderá estar sofrendo por algo que a modernidade já tem condição de resolver. A sua poderá estar numa simples pílula. Sua vida não vale muito mais?
Pela morbidez do assunto, você preferiria deixá-lo de lado, o que não pode fazer, porque em algum momento, o depressivo pensará nele. Afinal, os seus tormentos, mesmo que imperceptíveis para os outros, são reais, tanto como a morte e a vida os são. Opte pela última e não se arrependerá. Sei ser o tópico abordado sério e mórbido, mas se acontecer, é melhor você admitir que a sua história poderá ser abreviada com a morte e deixará de ter os acréscimos que a vida poderá ainda lhe oferecer se você viver. E que ela poderá ser longa e com um final feliz. Feliz, porque seguiu o curso natural, e como costumeiramente faz, deixe que o inevitável chegue de surpresa, sem sustos, sem sobressaltos.
Pense na grandeza e compare: um grão que não vingue, já terá cumprido a sua missão. Imagine você, um ser tão complexo, tão superior.
Vamos e voltamos, as situações são diversas, a fragilidade do "eu" nos obriga a isso. O depressivo pode radicalizar e a morte é preferível. A forma mais antinatural, o oposto da lei da sobrevivência, a fuga dos problemas que nos afligem. Isto porque eles se tornam maiores do que nós mesmos, maiores que a nossa capacidade de resolvê-los. É preciso chegar o momento de compreendermos, que o nosso morrer começa com o nosso nascimento, e isso já é natural, porque apressar? Não é preferível vivermos mais devagar, do que morrer muito? Isso serve tanto na acepção das palavras, quanto para os nossos sentimentos com relação às nossas correrias, as nossas carências, ao apego a coisas que superestimamos e que quanto mais vivermos, mais morreremos. Compare a morte a um carro: ele tem diversas marchas à frente, mas a ré é uma só. É a lógica da vida, com muitos caminhos a nossa frente, maiores possibilidades. Por maior que seja o problema, sempre haveremos de encontrar uma solução; para a morte não. Ela é definitiva. Devemos enfrentar os desafios e em último caso, é preferível agir como disse uma socialite, "Sou um sucesso porque nunca me levei a sério."
No trem dos vivos, que vivem, procure não contabilizar somente os problemas. Atenha-se também às alegrias, pois a sua balança precisa desse equilíbrio.
Dependendo da rigidez da formação de cada um, os problemas são barreiras mais ou menos flexíveis. É muito mais honroso enfrentar qualquer que seja a barra, seja ela qual for e as maneiras de resolvê-la, que submeter-se à covardia de sair pelo auto-extermínio. Como sair pelo alcoolismo. É válido? Claro que não. Mas no alcoolismo você poderá safar-se, existe como já disse até pílula. É também uma doença grave, inconseqüente, imprevisível e que poderá agravar ainda mais o seu quadro depressivo. Apesar de tudo, dele você pode sair, existem diversas formas e ainda terá a chance de manter-se vivo. Mas, se você morrer, irá ressuscitar? São paradoxos que nenhum tiro no ouvido, resolverá satisfatoriamente.
Os casos extremados que apresento, visam tão somente estabelecer parâmetros entre o seu estado e o de outras pessoas que estejam vivenciando situações piores ou iguais às suas, e daquelas que aparentemente, ou verdadeiramente estão de bem com a vida.
A sua depressão veio para acompanhar uma doença incurável. O seu sofrimento é terrível, nada mais resta a não ser a morte. Quantos estados assim não presenciamos? Você não acredita em milagres, prefere a eutanásia. Você poderá deixar um exemplo de coragem se em vez de adotar esses caminhos, enfrentar a doença até o seu momento final, com muita dignidade e coragem. Outros poderão seguir o seu exemplo e mesmo que o milagre não lhe tenha sido concedido, você terá marcado pontos. O mundo terá ficado menos triste com a sua partida. Afinal você teve a coragem de lutar.
Para escapar da dura realidade, a maneira mais fácil de acabar com problemas, sofrimentos, angústias, dores, fobias, manias, pânicos é procurar alternativas, pois já não acreditamos nos médicos. Os tóxicos são um deles, e pode com probabilidade de até 100% torná-lo um dependente químico. Mas, aí incluo outros, tais como: o alcoolismo, o tabagismo, a automedicação, diminuindo ou aumentando a sua dosagem. Não serão com esses recursos que o depressivo encontrará a solução. Muito pelo contrário, ao adotá-lo estará se aprofundando, mais e cada vez mais, na dependência e ás conseqüências que certamente advirão. Todos proporcionam momentos fugazes de euforia, e alegria . E a vida não é tão breve assim. Lá fora ela continua, e você terá que voltar. As seqüelas que provocam valem à pena?
Claro que não. E ainda complicarão o seu processo de recuperação, em muitos casos, se ainda for possível. Pode ser uma ida sem volta, ou um retorno ainda mais penoso.
Como a doença não escolhe idade, há que se observar os mais jovens. Se você se julga incapaz de enfrentar a situação, procure ajuda. Leia a respeito, procure conhecer um submundo que lhe possa ser desconhecido mas que terá, obrigatoriamente, de lhe ser desvendado, para o bem do viciado e de toda a família. O normal é que todos enxerguemos o vício como algo fora do nosso meio, impossível de acontecer. Mas, tudo é possível, mesmo para quem não esteja acometido de depressão.
Ocorre em pessoas que inicialmente estão sadias, felizes e por esses canais se tornam tristes, ou ocorrer o contrário, tentar sair da tristeza através deles. A compreensão familiar, a colaboração do paciente, são fatores preponderantes para condução à cura. Se você não é capaz, recorra às associações especializadas, mas o importante é não cruzar os braços. Ao primeiro sintoma, real ou pressuposto, todos os meios de combates serão válidos, antes que a dependência tome conta da pessoa.
A pena, a compaixão pelo paciente, não podem contribuir para alimentar os vícios adquiridos antes, durante ou na continuidade da depressão. O problema já é grande por si só, agora imagine-o acompanhado. São muitas perguntas para uma só resposta. O mal não pode ser alimentado; tem que ser cortado, nem que seja a duras penas. O que adiantará a tentativa da procura de novos caminhos para uma pessoa viciada? Será o fracasso na certa, pois o cérebro, o físico, não correspondem.
Sob os aspectos das fugas até agora abordados, não posso deixar de citar as pessoas que tentam se matar para chamar a atenção para si. Afinal, ela não é mais o epicentro das atenções e agora quer readquiri-la a qualquer preço. Sob seu ponto de vista é uma fracassada, ninguém se interessa por ela, é uma pessoa inútil, só causa problemas, até nas pequenas coisas, para que viver? Só, em meio a essa turbulência, sem apoio dos que rodeiam, o que se pode esperar? Em si só, é uma bomba em potencial. Sua mente não digere os aconselhamentos de acordo com o esperado e sem eles, tudo tende a piorar. Pessoas nesse nível de depressão, são opacos, onde nada é realmente nada. A ajuda leiga, as associações, os psicoterapeutas, têm que ser acionados nesse ponto de discintonia. O paciente por si só não terá condições de se auto-analisar e discernir, se fica ou se vai esta para outra. Nesse estado ele deve ser observado, mas não sentir-se vigiado, o que será pior. Deve ser aconselhado, alertado de que tudo há de voltar ao normal e que a esperança é a última que morre. O depressivo, o viciado, deve se sentir útil para a família e caso venha a faltar, será pior para os que ficam.
Mesmo doente, ainda lhe resta a esperança de ser feliz. Também deve sentir-se responsável pelo seu bem-estar e que a sua existência não diz respeito só a ela mesma. Afinal, ela deve satisfação para as outras. Deve valorizar a vivência da vida, deixando de procurar os caminhos das fugas e da morte, pois ela se constitui no clube mais aberto do mundo. Se até os animais irracionais têm o sentido da autopreservação, porque o ser humano, racional, não vai tê-lo? Essa chamada à realidade é imprescindível para o depressivo. Não cabe a ele alterar o curso normal da existência, ela tem que se deslanchar e acabar como foi concebida, naturalmente. Não podemos utilizar meios e fins não condizentes ao que a natureza nos premiou. Por mais caótica que seja a situação, caminhos hão de existir, sem vícios, sem a desvalorização do que é mais caro à natureza, a vida.
Mais uma vez, lembro que o fato mais certo dela é a morte. Não há a necessidade de apressá-la. No momento certo ela chegará. Se mesmo para aqueles que se agarram à vida com obsessão ela visita, agora imagine a quem passe a procurá-la? O inevitável pode acontecer e sem condição de retorno, valeu tentar? O resultado, seja qual for, não será bom, muito pelo contrário . Preste atenção à sua volta. Uma razão há de existir, ou muitas, para que os outros se sintam felizes e não é privilégio de uns poucos. Por que você também não pode sê-lo? Ao procurar, você há de se alegrar com detalhes ínfimos, pois a felicidade está dentro de você. Ao procurar, não o estará fazendo em vão.
Mentalize que VALE A PENA VIVER, ainda que possa parecer um chavão. O valer a pena, pode não parecer possível nesse período cinzento pelo qual está passando, mas depois você irá ver e sentir que sim, valeu muito.
Marcas indeléveis poderão tê-lo marcado, mas serão como cicatrizes de guerra. E mesmo que não sejam perceptíveis, ostente-as com orgulho, pois você as tem com o devido parabéns pelas batalhas que enfrentou e venceu. Você se superou, foi mais forte do que a sua passageira companheira de tristeza, e quem sabe, não estará mais feliz que antes.
Para os iniciados no espiritualismo, ou não, muitas respostas poderão ser encontradas nos livros: Memórias de Um Suicida de Ivone Pereira e Depois da Morte de León Denis.
Leia-os: compare-os com a sua situação e verá que não foi um tempo perdido. Terá um melhor entendimento sobre o assunto.

segunda-feira, maio 14, 2012

   PÂNICO

Pirineus de Sousa
“Quando a Depressão Ataca”


PÂNICO


Existem conceituações sob o ponto de vista da psicopatologia que enfocam a afetividade (capacidade de experimentar sentimentos e emoções) expressa através de: medo, fobia e pânico, entre outras.
Devido à sutileza das diferenças, recorremos ao resumo da aula do Prof. Luiz Ládgero Pires*, para caracterizá-las.
"Medo: Quando há um sentimento de ocorrer, grave ou desagradavelmente, uma situação ou um acontecimento que, reconhecidamente, poderá trazer definidos riscos e/ou consequências como, por exemplo, se o elevador se mostra em péssima manutenção, e o mesmo poderá cair.
Fobia: Quando há manifestação de um receio específico, que sugere em uma situação específica, sendo que a pessoa não tem a clareza ou definição dos riscos e/ou consequências ameaçadoras que poderão ocorrer, tendo este receio características individuais e simbólicas. ...Sentido-se ameaçadas por determinados seres vivos, objetos ou situações como, por exemplo... "medo" de barata, de rato...
Pânico: Quando há manifestação de ansiedade de que algo, não definido e ameaçador, possa estar prestes a ocorrer, sem estar aparentemente associado a uma situação definida, percebida ou vivida".
O pânico pode ocorrer advindo de pequenos fatos, os mai inesperados. É a insegurança em lidar com situações que normalmente eram encaradas com naturalidade e que passam a ser terríveis no estado depressivo. Pode ser a fila do banco, do ônibus, do médico...
Os encontros com pessoas que lhes são desagradáveis, doenças, dívidas pendentes com o cobrador na porta, afinal os negócios antes tão bem sob controle, de uma hora para outra desandaram. Sua confusão mental fez com que se descuidasse dos seus compromissos. Enfrentar platéias era seu forte, onde mostrava seu autodomínio. Ir trabalhar tudo agora pode se tornar uma tortura.
Você já não cuida tão bem da sua aparência como antes. Os pequenos detalhes foram relegados a um segundo plano e a falta deles lhe faz inseguro perante aqueles que aparentemente os levava em conta, fazendo sentir-se diminuído.
Não deixe que a sua canoa aparentemente avariada se afunde. Não conte que os outros irão fazer por você, coisas que eles pensam que você é capaz de executar. Aqui a afirmativa "quem quer faz, não manda" é verdadeira. Nem sempre a delegação de tarefas corresponde ao esperado, detalhes poderão ser omitidos, o que talvez não acontecesse se você mesmo tivesse executado, mesmo na sua situação. É só manter o quanto possível seu autocontrole. Por isso é importante se superar, procurar na medida do possível estar apto a executar, ou procurar continuar a administrar sua própria vida. Não espere que os outros estejam sempre prontos ou dispostos a servi-lo a contento. Todos têm seus próprios campos de gravitação; têm seus "eus", seus compromissos e como você, também têm seus próprios problemas.
Pela nossa insegurança nem sempre poderemos ser autosuficientes e estar em condição de executar tarefas que poderão se tornar perigosas para nós e para os outros. Seu
terapeuta deve ser consultado para ajudar a delimitar o seu campo de ação. O importante é ter consciência dos seus imites e não se atemorizar em enfrentar situações que lhe pareçam difíceis, como por exemplo, dirigir um veículo. Se sente capaz, pode ser aparente. E os efeitos colaterais dos remédios? Seus reflexos como estarão?
Reconheço, é controvertido – faça, não faça, isso é conseqüência do pânico e poderemos não estar em condições de executar as coisas mais simples, quem dirá as mais complexas?
Como administrar nossa própria vida, se o simples ato de caminhar por uma rua nos parece uma atitude impossível?
Aquilo normal para os outros nos parece uma tarefa hercúlea, mas navegar é preciso, senão você submerge e você não é um submarino.
É o "medo" de dormir, é "medo" de não fazer, é o "medo"
dos pesadelos, é o "medo" de não acordar mais o que se constitui numa verdadeira paranóia.
Não lhe sendo possível, embrome construtivamente o seu tempo. Para que existem os filmes que lhes são agradáveis? E a leitura? Ficar de olhos abertos no escuro não tem a menor graça.
E como custa a passar... Se a situação é essa, você ainda não deve ter sido medicado e se continua mesmo assim, peça ao seu médico para trocar de remédio. Como está é que não pode ficar.
Não importa o seu fuso horário, mas para permanecermos bem, temos que cumprir a nossa carga horária de sono, seja ela qual for.
Na impossibilidade passageira de pegar no sono e se não quer ficar rolando na cama, procure, por exemplo, passar para o papel os prós e os contras do seu dia. Guarde-os por algumas horas e leia-os. Alguma coisa há de ter mudado, pois nada é estático e algo de ridículo você poderá encontrar. Essa autocrítica é salutar em sua auto-avaliação. Se você mesmo é capaz de detectar suas falhas, imagine os demais. Tudo é válido para você aquilatar o seu grau de depressão e sair dela. Procure não se maltratar, não se despedaçar, se poupe. Readquira aos poucos a sua autoconfiança, sua autodisciplina, só assim você poderá ser o que aparenta, uma mente equilibrada em um corpo que aos demais parece são.
Aprenda a ficar só, mesmo que você tenha sido o rei da comunicação, apenas não vegete, não faça com que os demais se sintam na obrigação de fazer-lhe companhia. Enxergando por esse prisma, tome as devidas precauções para acostumar-se só, sem pânicos. Preencha o vazio desse silêncio na procura do seu auto-conhecimento, replaneje o seu existir, sem medo de ser feliz.
Procure, mesmo que fragilizado, não demonstrar seu estado, para que outros não se sintam encorajados a prejudicá-lo. Isso é mais comum do que prevê a vã filosofia. Existem os oportunistas. Com a mente em dia, você sabia se defender.
Agora se sente inseguro e pode ser pisoteado por pessoas inescrupulosas. Em vez de reagir, se deixa dominar, passando a generalizar, temendo a todos. É errado, mas você não sabe reagir, você tem dó de si mesmo. Afinal a doença tornou a situação caótica e tirou-lhe o senso de autodefesa, a capacidade de raciocínio lógico à altura dos seus opressores.
Em qualquer hipótese, não se deixe intimidar. Escape das armadilhas, nem que você dê tudo que possa para ir em frente, como já disse, nem que seja para os lados (repito). Mantenha-se livre das amarras e já será meio caminho andado para a volta da sua autoconfiança. Para isso, use de todos os meios que possa dispor (palavras, ações, advogados, aconselhamentos, influências, até a polícia se necessário), para se preservar nessa fase tão desagradável. Se você já sofre por natureza, para que aumentar ainda mais essa carga que pessoas inescrupulosas querem lhe infligir, empurrando-o ainda mais para o fundo do poço?
As olheiras nem sempre estão presentes no rosto do depressivo para anunciar a sua tristeza. Nada exteriormente denuncia que sua alma está doente a tal ponto, que comparo ao banzo que os escravos sofriam ao lembrarem-se de como eram felizes nos seus torrões natais. Sua aparência se apresenta normal, então o que você tem que os outros não vêem, não pressentem? Para não poucos, você está fingindo. E isso é triste. Afinal, que curso de arte dramática você freqüentou para enganar tão bem? Você virou ator da sua própria tragédia. Pode ter certeza que a maioria não  compartilha, nem entende você, e muito menos disporá de tempo para "perder" com o seu caso. Portanto, muna-se de coragem, use de todos os artifícios, meios e fins para deixar a depressão para traz. Procure de ela esquecer; seja vítima consciente e no mínimo de tempo possível, pois ela deixa vestígios difíceis de apagar e, quanto menos tempo você ficar namorando ela, melhor.
Não é de bom tom ser mal-educados, mas use da mesma ênfase do seu interlocutor. Nada de se abaixar é como se diz: quanto mais abaixarmos, mais a... aparece. Não se deixe diminuir, se subjugar. Seu detrator poderá dominá-lo, ameaçá-lo realmente, e não será fruto da sua fantasia.
Procure, pois, manter os seus relacionamentos de forma a não perder o controle da situação.

*Resumo de aula baseado em:
- CID-IO-WHO – Artes Médicas
- Honório Delgado – Curso de Psiquiatria – Editorial Médico- Científico
- Isaias

sexta-feira, abril 13, 2012


Pirineus de Sousa
“Quando a Depressão Ataca”

AUTOPIEDADE

Decididamente a autopiedade pode não estar clara no seu EU, ainda. O normal é nos fazermos de vítimas para fugir da realidade. Quando digo que ainda não despertou para esse fato é porque tem um longo caminho a ser percorrido até constatar que as falhas são suas e que deve assumi-las. O seu mundo está gravitando de maneira diferente por algum motivo e por isso você está também mudando, mas você talvez não esteja percebendo. Vai se recolhendo em copas e acrescentando-as à medida que os fatos ocorrem. A tendência em tudo isso é ir se fazendo de mártir, pois as coisas não estão dando certo como você gostaria que dessem. Em situações assim, o mais plausível é atribuir a outrem a culpa dos erros para chegar às metas que você tão bem delineou. Elas poderão ter sido planejadas já em meio a turbulências e você não percebeu. Detalhes podem ter sido omitidos ou esquecidos.
A constatação disso vem em fracassos que se repetem e formam um efeito cascata: cartinha por cartinha, vão caindo. A questão é que você deve responder pelos seus atos, corretos ou não. E isso é pesado. É quando nos tornamo-nos vulneráveis e sentimos muita piedade de nós mesmos; impotentes diante da realidade crua e nua. Por mais que os outros queiram nos ajudar, estarão lidando com um problema.
Somos ou não somos? Quer para os outros, quer para nós mesmos, sabemos sê-lo. A acomodação não resolverá esse estado de coisas. Para isso, é necessário nos conscientizarmos de que o importante é seguir em frente, nem que seja para os lados (repito). Não deu certo hoje não deu certo dessa forma, vamos procurar outros meios. Não estamos à procura de uma saída que seja nesse labirinto?
O importante nessa auto-análise é tornarmo-nos transparentes para nós mesmos. Assumirmos as conseqüências das nossas atitudes e ter em mente, que mesmo aqueles que estiverem fora dessa canoa, também erram - com a diferença que as barreiras para eles são transponíveis e para nós são muralhas, altas, inatingíveis. Nós assim as construímos. Parece estarmos confundindo objetivos não concretizados, como conseqüência para o sentimento de autopiedade. Mas na verdade, esta é apenas uma entre incontáveis nuanças que nos levam a ter pena de nós mesmos.
Fugindo desse lugar comum, vejamos o plano afetivo. Parece que todos nos desprezam, pois vemos nas expressões dos outros, a alegria que queríamos que transparecesse na nossa.
Eles vivem em um mundo multicolorido e conosco tudo parece cinza, quando muito, em preto e branco. É tudo uma questão de essência. Enquanto neles o mundo ressoa, em nós não provoca eco. Eles têm todas as saídas; nós, nenhuma. Enxergamos as demais pessoas como amando e sendo amadas. Percebemos que também somos capazes, mas não ousamos, não merecemos. Se perdermos o amor por nós mesmos, como poderemos amar outras pessoas, lugares ou coisas?
Somos vítimas de nós mesmos, e não percebemos o quanto podemos ser queridos. A nossa angústia nos torna egocêntricos e o afeto que nos é destinado parece pouco, por mais explícito que seja. Somos carentes. Nosso eu está doente e talvez não diagnosticado. O nosso dia a dia passa como uma película insossa. Os cartões postais de nossos amigos são recebidos como insultos, pois como encontrar alegria onde não existe?
Parece até conspiração de tudo e de todos. E onde encontrar o equilíbrio ou senso comparativo para que nossos vagões se encarrilhem nos trilhos certos? A resposta está dentro de nós, cabe-nos procurá-la Mas como? Dentre as diversas opções que possam nos apresentar, além da ajuda externa, você é um milagre da natureza. Procure no seu íntimo como poderá se autovalorizar, objetivando não necessariamente seu círculo de vida, mas diante de você mesmo. Faça-se grande em frente ao seu espelho.
Olhe um rio, um riacho, admire as suas perenidades. Compare-se a eles, seja tenaz em seus objetivos, é como já disse, sempre em frente, nem que seja para os lados e já disseram: sempre existe um fracasso atrás de um grande sucesso.
Fortalecido, naturalmente os demais assim sentirão com relação a você. E em contrapartida, corresponderá a mais respeito para consigo e não necessitará de atenções maiores que aquelas normalmente dispensadas a uma pessoa.
O paradoxo, sejam quais forem os motivos pelos quais você está triste, é AUTOPIEDADE x AUTOCONFIANÇA.
Dê o primeiro passo. Ninguém nasce sabendo, tente ser autosuficiente. Comece por coisas ínfimas, e vá progredindo passo a passo. Não procure ser o alvo das atenções. Todos têm seus problemas. Viva e deixe-os viver, cada um na sua.
A autoconfiança deve se estender até o controle dos seus pânicos. Como? É apavorante, se você é daquelas pessoas que se esvaem em suores por todo o corpo só de pensar em sair de casa, principalmente sozinho.
Se você não encontrar um meio de enfrentar a situação vai depender de outras pessoas que já tem suas vidas para administrar. Você passa a ser um estorvo. Então, pondere o que poderá acontecer se você enfrentar a situação?
Com calma, poderá se libertar dos pânicos, quando perceber que ao desafiá-los, você terá que superar-se. Terá que ser corajoso e deixará de pensar: talvez essa tristeza toda acabasse se eu nunca mais acordasse. É preciso acordar e concordar que o que for inevitável, teremos que enfrentar. A autopiedade nada mais é, segundo alguns, que o medo associado ao comodismo, que atinge uma pessoa fragilizada.
O medo é compreensível, o comodismo vem em decorrência de situações que interagem com o não discernimento do que é falso ou verdadeiro.
O que será mais interessante, passar o tempo em companhia agradável, ou junto a pessoas taciturnas? O óbvio não precisa de resposta. A tendência natural é você ser excluído ou ignorado.
Cai assim a sua auto-estima e você fica carente de atenções. Você se autoapieda. Como evitar? Procure guardar seus traumas para quem se dispuser a ouvir, amadora ou profissionalmente falando. Procure não ser alvo de pena. Comunique-se de forma positiva, mesmo que o seu "eu" esteja dilacerado. Todo mundo gosta de cargas positivas, deixe as negativas para autosolução ou ajuda especializada.
Depressão passageira ou crônica? Se situe em um desses grupos. O primeiro não é melhor que o segundo; ambos são caóticos. Mas a verdade é uma só: todos que nelas se encontram não a desejam nem para o pior inimigo. O pior é não ser compreendido por você ter essa doença da alma. Ninguém a vê, senão pela tristeza aparente em seu olhar - e que nem sempre é percebida.
Você ficou diferente por não ver mais graça nas coisas prazerosas da vida e isto é difícil de entender, por se constituir basicamente na razão do tempo que passamos aqui na terra.
Todos buscam e querem viver assim, felizes. A falta de compreensão para com você, o faz sentir rejeitado, vem a autopiedade e, com razão, pois quem gostaria de estar numa situação dessas? Por estar consciente, vem o sofrimento. O louco não tem esse problema, ele vive noutra realidade, por isso a necessidade de colaborarmos com o nosso restabelecimento para não passarmos a ser mais um na categoria deles.
Os momentos agora vivenciados, não estão sendo nada agradáveis. Mas em vez de repelir as pessoas, cative-as e procure na medida do possível expandir o seu círculo de relacionamento, tendo em mente que os outros gostam mais de serem ouvidos do que escutar. Portanto, dirija suas lamentações para os canais apropriados, poupe quem está em paz e faça-as sentir que você está bem. Você não estará mentindo e sim omitindo o que às vezes pode estar óbvio na sua fachada triste. Mas lembrem-se, as pessoas para se manterem longe de problemas, fazem qualquer negócio. Enquadre-se nos padrões normais de comportamento.
Auto-estima, autocontrole, tudo tem a ver com o comportamento do depressivo em sua autopiedade. Daí a necessidade de procurar se dosar, procurar o equilíbrio. Conheço casos em que o autocontrole foi conseguido com a ajuda de medicamentos e palestras, mas os pacientes tiveram que colaborar, pois suas crises os tornavam eufóricos. O perigo da euforia é poder levar o depressivo a atitudes extremadas, e não é por esse caminho que se resolve o problema. Portanto, nesses casos é mais do que necessária a monitorização por profissionais médicos, para observar, controlar o paciente, objetivando levá-lo a um estágio ideal de equilíbrio para enfrentar a vida. Enfrentar é um termo bastante duro. Por que não viver a vida, não agarrar-se ao passado, ou achar que o futuro será sempre melhor?
É viver o presente com tudo que tiver direito. Não deixe que a ilusão de um futuro melhor lhe tire o viver agora, da forma que lhe aprouver, paciente ou freneticamente, dentro das suas limitações. Também não adiantará dar um crédito muito grande para o passado que foi tão rico de realizações, pois ele se foi, o momento é agora. Pense assim: se optei por viver, quero viver até o último momento; e que o tempo presente é o único no qual podemos repassar o passado e construir o futuro.
Encapsular-se tipo conversar com seus botões, não o levará a nada. Só a honestidade em suas colocações o fará melhorar, com terapias e medicação adequadas. Eles haverão de indicar os meios para que você encontre a sua auto-estima, seu autocontrole e deixar de lado a autopiedade. Noto que ela é muito recorrente e infantilizada. Parece-se aos ciúmes do filho mais velho com a chegada de um irmãozinho. A coisa fica tão à mostra que deixa de ser importante para terceiros. Só o depressivo realmente a sente e não tem consciência do ridículo a que pode estar exposto.
Analisando nossa enfermidade mental da tristeza, procuramos exemplos à nossa volta. Eles estão na TV, no rádio, nos jornais, nas ruas, na casa de seu vizinho, onde encontraremos situações piores que a nossa. No entanto, a dó de
nós mesmos nos tornamos infantis, cegos, ridículos, egocêntricos, carentes da atenção do próximo. Muitas reabilitações ocorrem, a partir do momento em que o depressivo entende não ser ele o centro das atenções que ele julga ser e sim uma pessoa como outra qualquer. Além do que, é necessário adquirir a auto-estima com o posterior autocontrole da situação.