Técnicas de Psicoterapia Holística,
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domingo, janeiro 19, 2014

Guia para Compreender os Esquemas
Baseado em: Leahy, R. L. (2006). Técnicas de Terapia Cognitiva: Manual do Terapeuta. Porto Alegre: Artmed
Descobrimos que as pessoas diferem naquilo que as deixa deprimidas, ansiosas ou com raiva. Referimo-nos a essas diferenças como esquemas. Esquemas são as maneiras habituais por meio das qual você vê as coisas. Por exemplo, a depressão caracteriza-se por esquemas relacionados à perda, privação e fracasso; ansiedade é caracterizada por esquemas relacionados à ameaça ou medo de fracasso; e a raiva caracteriza-se por esquemas relacionados a insulto, humilhação ou violação de regras. Pesquisas sobre personalidade indicam que as pessoas diferem nos temas subjacentes à depressão, ansiedade ou raiva.
Cada um de nós vê as próprias experiências em termos de certos padrões habituais de pensamento. Uma pessoa pode focar muito as questões envolvendo realização, outra as questões em torno da rejeição e outra ainda as questões ligadas ao medo de ser abandonada. Digamos que seu esquema — sua questão ou vulnerabilidade em particular — esteja relacionado com realização. As coisas podem estar indo bem você no trabalho, mas então você tem um contratempo que ativa seu esquema sobre realização — a necessidade de ser muito bem-sucedido de modo que não se veja como fracasso. O contratempo no trabalho levar ao esquema de fracasso (ou estar ”na média”, o que equivale a fracasso), e então você fica ansioso ou deprimido.
Ou digamos que seu esquema esteja relacionado a questões de abandono. Você pode estar muito vulnerável a quaisquer sinais de rejeição ou abandono. Enquanto o relacionamento for bem, você não fica preocupado. Mas, devido a esse esquema, você pode preocupar-se com o abandono ou a rejeição. Se o relacionamento acaba, isto o leva a sentir-se deprimido porque não suporta ficar sozinho.
 
Como Compensamos Nossos Esquemas
Se você tem um esquema sobre uma questão específica, pode tentar compensar essa vulnerabilidade. Por exemplo, se você tem um esquema de fracasso ou indicando que estar na média seja ruim, você trabalhar excessivamente — neste caso, você está tentando compensar a percepção de que pode acabar sendo inferior ou não ter um desempenho à altura de seus padrões de perfeição. Você pode compensar checando seu trabalho repetida vezes. Como conseqüência, as pessoas podem vê-lo como muito absorvido no trabalho. Você pode encontrar dificuldades em relaxar, pois se preocupa por não estar trabalhando o suficiente, que algo deixou de ser feito, ou que está perdendo sua motivação.
Se seu esquema é de abandono, você pode compensá-lo dedicando todo o tempo a seu parceiro ou parceira. Você pode temer ser assertivo, pois teme ser abandonado. Ou você pode constantemente buscar um reasseguramento  junto a seu parceiro de forma a sentir-se seguro, mas isto não dura muito tempo. Você continua vendo sinais indicando que seu parceiro irá embora. Outra forma de compensar o esquema de abandono constituir relações com pessoas que não satisfazem suas necessidades, mas com quem deseja estar ligado porque não quer ficar sozinho. Ou permanece em relacionamentos muito além do ponto que parece razoável, pois pensa que não vai suportar ficar sozinho.
Como você pode ver, tentar compensar os esquemas subjacentes pode criar problemas adicionais. A ”compensação” pode levá-lo a sacrificar suas necessidades, trabalhar compulsivamente, buscar relacionamentos desvantajosos, preocupação, exigência de segurança e outros comportamentos problemáticos. E o fato mais importante sobre essas compensações é que você nunca realmente aborda seu esquema subjacente. Por exemplo, você pode nem mesmo questionar sua crença de que tem de ser especial, superior, evitar ficar na média, evitar ficar sozinho, etc. Portanto, você nunca realmente modifica o esquema. Ele continua lá — pronto para ser ativado por certos acontecimentos. É sua vulnerabilidade contínua.
 
Como Evitamos Enfrentar os Esquemas
Outro processo que cria problemas é a “esquiva do esquema”. Isto significa que você tenta evitar enfrentar quaisquer questões que toquem seu esquema. Digamos que você tenha um esquema de fracasso; sua idéia é de que, no fundo, você deve ser realmente incompetente. Uma maneira pela qual você pode evitar testar esse esquema é nunca encarar tarefas desafiadoras ou abandonar as tarefas rapidamente. Ou, digamos que você tenha um esquema que lhe indique não ser digno de amor ou não ser atraente. Como você evita enfrentar o esquema? Você pode evitar contatos com as pessoas que pensa que não irão aceitá-lo. Você pode evitar namorar, pode evitar telefonar aos amigos, pois assume de antemão que as pessoas acham que você não tem nada a oferecer. Ou, digamos que você tenha medo de ser abandonado. Você poderia evitar esse esquema não permitindo aproximar-se de ninguém, ou poderia romper com a outra pessoa precocemente para não ser rejeitado mais tarde.
Outra forma pela qual as pessoas evitam os esquemas — quaisquer que sejam eles — é por intermédio de fuga emocional com uso de substâncias ou comportamentos extremos, como beber muito, usar drogas para aliviar sentimentos, comer compulsivamente ou mesmo atuar sexualmente. Você pode sentir que lidar com os sentimentos é tão doloroso que precisa evitá-los ou fugir deles com esses comportamentos que viciam. Tais comportamentos “escondem” de você seus medos subjacentes, pelo menos enquanto se alimenta compulsivamente, bebe muito ou usa drogas. É claro, os sentimentos ruins voltam novamente, pois você não está realmente examinando e contestando os esquemas subjacentes. E, ironicamente, esses comportamentos que viciam se inserem nos esquemas negativos, fazendo-o sentir-se ainda pior em relação a si mesmo.
De Onde vêm os Esquemas?
Aprendemos esses esquemas negativos com nossos pais, irmãos, colegas e parceiros. Os pais podem contribuir com os esquemas negativos ao fazê-lo sentir que não é bom o suficiente a menos que seja superior a todos, dizendo a você que é muito gordo ou que não é atraente, comparando-o com outras crianças que estão “se saindo melhor”, dizendo que você é egoísta porque tem necessidades, ou se intrometendo em sua vida e dando ordens, ou ameaçando se matarem ou abandoná-lo. Existem muitas maneiras diferentes pelas quais os pais ensinam às crianças esses esquemas negativos sobre si próprias e sobre os outros.
Por exemplo, pense nas seguintes experiências reais que algumas pessoas recordaram sobre como seus pais lhes “ensinaram” os esquemas negativos:
1. “Você poderia sair-se melhor - por que tirou aquele B?”: esquema envolvendo a necessidade de ser perfeito ou evitar inferioridade.
2. “Suas coxas são muito gordas e seu nariz é feio”: esquema de obesidade e feiúra.
3. “Seu primo foi para Harvard - por que você não pode ser mais parecido com ele?”: esquema de inferioridade e incompetência.
4. “Por que vocês estão sempre reclamando? Vocês não percebem que tenho problemas ao cuidar de vocês, crianças?”: esquema de exclusivismo das necessidades.
5. “Talvez eu devesse simplesmente ir embora e deixar vocês crianças cuidarem de si mesmas”: esquema de sobrecarga e abandono.
Conforme indicamos, outras pessoas que não nossos pais podem ser fontes de esquemas. Talvez seu irmão ou irmã o tenham maltratado levando-o a formar esquemas de abuso, não-merecimento de amor, rejeição ou controle. Ou talvez seu parceiro ou parceira tenha lhe dito que você não é bom ou boa o suficiente, levando a esquemas de não ser atraente, não ter valor e não ser digno de amor. Nós até internalizamos esquemas a partir da cultura popular, como imagens de ser esbelta e bonita, ter corpo perfeito, de “como homens de verdade deveriam ser”, sexo perfeito, rios de dinheiro e enorme sucesso. Essas imagens irreais reforçam esquemas de perfeição, superioridade, inadequação e imperfeição.
Como a Terapia Poderá Ajudar?
A Terapia Cognitiva pode ajudá-lo de várias maneiras importantes:
• Aprendendo quais são seus esquemas específicos.
• Aprendendo como você compensa e evita os esquemas.
• Aprendendo como os esquemas são mantidos ou reforçados pelas escolhas que você fez ou as experiências que teve.
• Examinando como seus esquemas foram aprendidos.
• Contestando e modificando os esquemas negativos.
• Desenvolvendo novos esquemas, mais adaptados e mais positivos
 
Arthur Gumarães - Psicoterapeuta Holístico - CRTH-BR 0899 - ABRATH
Atendimentos - Fones (27) 3349-7262 /+/ 99292-2237 E-mail - abguimaraesth@gmail.com

sábado, dezembro 21, 2013









PARA SUA REFLEXÃO
• "Se ame;
• Procure manter-se ativo – para isso tente, invente, sem, contudo almejar que tudo resulte só em sucesso - a mente de uma pessoa desocupada, torna-se oficina do diabo;
• Não se faça cobranças desnecessárias – entenda seus momentos para fazê-las na hora certa;
• Quando se sentir derrotado por ter tentado algo inacessível e frustrar-se, lembre-se que ultrapassou os seus limites;
• Evite a rotina enfadonha – é uma das formas mais estúpidas de persistência;
• Não fique questionando a fidelidade do ser amado – ou a recíproca é verdadeira, ou não, use da sinceridade;• Seja aberto a novas propostas de vida – nem sempre por opção, mas às vezes por necessidade;
• Um pequeno erro pode fazer uma enorme diferença;
• Rejeite as propostas de fazer algo fora do seu alcance ou da sua vontade;
• Quando a disputa se transformar em conflito, já há derrota, mesmo na vitória;
• Viva em harmonia, conciliando as diferenças;
• Questione-se: por que existe algo em vez de nada?
• Cuide-se bem, física e espiritualmente;
• Reprograme-se;
• Liberte-se das amarras;
• Seja participativo – mesmo que a empreitada lhe pareça sem sentido;
• Aceite uma rendição do mesmo modo que enfrentaria um adversário e use da humanidade para torná-los arrogantes;
• Procure controlar-se financeiramente – um dos fatores mais recorrentes para ficar depressivo;
• Respeite seus limites;
• O melhor conselheiro é o tempo, porque é mais velho;
• Procure sua auto-suficiência – as pessoas lhe darão mais crédito, mais valor;
• O medo poderá fortalecer os seus inimigos;
• Resolva um problema de cada vez; não os some – depois dê a volta por cima;
• As dificuldades se resolvem através de danos;
• O sorriso é uma arma, mesmo que seja forçado;
• Ame e viva como a natureza - a máquina tecnológica poderá engoli-lo;
• Procure ser original;
• Deixe que digam, que falem... Seja você mesmo; a autenticidade é coisa digna de se admirar numa pessoa;
• A melhor ajuda que um pai pode dar a um filho é deixá-lo fazer-se por si mesmo;
• Procure adequar o seu tempo para ser livre e feliz;
• Programe e faça viagens que até agora só existiram em sua imaginação;
• Controle seus impulsos;
• Procure amizades sinceras;
• Não esqueça jamais de quem já lhe deu a mão;
• Dizem: a vida é uma festa;
• Dê-se um tempo – "O tempo, tem o tempo que o tempo tem";
• Deposite em um vaso imaginário suas mágoas adquiridas nesse período e enterre-o, assim estará sepultando as "pequenas" lições aprendidas;
• Não fique só consigo mesmo; "Quem não se comunica...";
• Valorize as coisas simples da vida;
• O amor que você recebe é igual ao que você dá;
• O cérebro é o seu próprio lugar e pode dentro dele fazer do céu um inferno, ou do inferno um céu;
• Quanto mais escura à noite, mais brilham as estrelas;
• O homem gosta de contabilizar os problemas, mas não conta as alegrias;
• Seja um sol; irradie luz;
• Para mim é absolutamente fundamental que o espetáculo não termine aqui em baixo, na terra;"
* Próprias  de diversos autores, conhecidos ou não. Interpretações e adaptações livres.
Tenha certeza: você nunca estará só.
Estenda sua mão ;  alguém vai segurá-la em amparo.
Sua dor é sagrada; a lágrima que rola em sua face e bendita.
Seu sorriso reflete a luz espiritual que brilha em seu interior.
Muita Paz e que o Novo Ano seja de alegrias e realizações.

domingo, novembro 10, 2013

 
 
Porque Existe Algo em Lugar de Nada

Pirineus de Souza
“Quando a Depressão Ataca”
 
Até o presente momento não abordei as saídas pelos seus lados místicos. Não procurei tocar em suas crenças. Ser ateu, agnóstico é mais prático. Não temos que pensar no depois; fica ncrivelmente mais fácil não sentiremos culpa.
Aqui é o começo e o fim; ponto final. Se assim pensa, é tudo uma questão de princípios, que todos devem respeitar. É a lei do livre arbítrio. Naturalmente, você observa que tudo já existia antes de você, continua mesmo nesse seu período difícil da vida e continuará depois que a sua estadia por aqui não passar de uma lembrança. Isso não atrapalhará a sua busca para curar-se, mas para quem tem a crença, os caminhos são mais fáceis, porque terá motivações mais fortes para vencer a doença. Isso talvez o faça pensar estar sendo ambíguo e mostra a maneira mais fácil e explícita de todas até aqui tratadas para as fugas.
Normalmente, antes de sua chegada até aos especialistas da psique, você por livre iniciativa e que tem uma crença verdadeira, procurará lenitivos nela, o que não é negativo - muito pelo contrário. Se o seu caminho não foi esse, pode ter certeza que outros lhe serão sugeridos.
O ser humano, desde os seus primórdios, já adorava os astros celestes, o fogo, a água. Com o seu desenvolvimento surgiu o politeísmo, as seitas orientais, o cristianismo com todos os seus cismas... Opções não haverão de faltar-lhe. A princípio, não refute a ajuda espiritual que lhe oferecerem. Mantenha suas crendices, mas com certeza em momentos você estará em meio a um ecumenismo que poderá trazer maiores transtornos que benefícios. Pondere que a sua crença básica não deve ser abalada: ela deverá continuar a ser a sua pilastra mestra. Acresça a ela o que julgar pertinente, mas mantenha uma linha para não se perder.
A religiosidade está em alta como nunca esteve, podendo envolvê-lo com oportunistas e isso é que não falta na praça. Portanto, cautela em suas peregrinações. Lembre-se que você ainda é um alvo fácil. Evite as ciladas, se precavendo. Você não perdeu sua capacidade de discernimento; apenas está triste e fragilizado.
Não se condene por apegar-se à religiosidade, que é como sabemos, um fato muito comum. Afinal, somos humanos e entre nós, isso é perfeitamente necessário. Nas horas difíceis é onde
mais lembramos das nossas crendices, esse porto seguro nos torna mais fortes e, como se diz, a fé remove montanhas.
Você sente ou sentirá que mesmo os terapeutas laconicamente, cautelosamente, nos incentivam para que não deixemos nossas crenças de lado. O tratamento especializado não é incompatível com a nossa religiosidade. Muito pelo contrário, eles se completam; um pode servir de apoio para o outro.
Procure positivar-se em suas atitudes e pensamentos, pois é comprovado pela própria ciência que a terra onde vivemos, mantém o seu equilíbrio na compensação das cargas negativas e positivas. Agindo dessa forma, você vibrará de acordo com a natureza, o exemplo maior.
O aconselhamento de leituras de salmos se ainda não aconteceu, pode ter certeza que ainda virá. Talvez abranja todo o Novo Testamento, não deixe de lê-los - ainda que seja agnóstico, pois eles trazem ensinamentos de vida preciosos; são pérolas do saber humano, iluminados pelo divino.
Livros e mais livros lhe serão sugeridos. Leia-os. Ler nunca é demais, não com a pretensão de nos tornarmos sábios, mas de aplicar os ensinamentos da leitura no nosso dia a dia. Esse lazer servirá também, para preencher o seu tempo e você com certeza, há de sentir-se melhor.
Campanhas religiosas lhe serão ofertadas – algumas exigirão a sua presença, se possível faça-as. Afinal, tudo se resume entorno de um Ser supremo, as maneiras de se chegar a Ele é que divergem. Se a sua religião não lhe permite escapes, não se contrarie, fique só com os seus dogmas. Aprofunde-se nos seus ensinamentos, isto o fará sentir-se melhor. Como na vida tudo tem o seu preço, lembre-se dessas palavras: "Faça a sua parte, que eu lhe ajudarei".
Se você não crê em entes superiores e o embasamento material já lhe é suficiente, procure fazer a  ua parte, acreditando que somos possuídos de energias vitais e que, se  usadas positivamente, podem nos levar aonde quer que pretendamos.
Podemos estar cercados por uma multidão e nos sentirmos sós. Já que estamos falando de entidades maiores, porque só você há de ser o centro das atenções? Existem "n" pessoas, "n"
coisas além de você e no seu íntimo, o nosso "eu" vem em primeiro lugar, depois o resto. Se assim não for está errado, pois está escrito que devemos amar a Deus como a nós mesmos, e que fomos feitos a sua imagem e semelhança. Se você deixou de se amar, medite nas colocações escritas por Milton em "Paraíso Perdido": "O cérebro é o seu próprio lugar e pode, dentro dele, fazer do céu um inferno, ou do inferno um céu". No seu caso pode ser que se enquadre na primeira premissa, mas suas crenças poderão ajudá-lo a fazer do seu inferno um céu.
A relatividade do tempo nos leva a pensar na morte e aqui voltamos ao separador: de quem Nele acredita daqueles que não. Isso porque a morte para os primeiros, significa o renascimento para uma nova vida e para os outros o fim: a matéria dará continuidade ao ciclo vital da terra. Não importa a crença, mas o fato mais concreto continua a ser a morte, o que torna importante tomarmos a resolução: por que não viver enquanto ela não chega? Mas viver é não vegetar. É muito importante que você viva até morrer.
Respeitar o ciclo vital para os que Nele crêem, torna-se mais significativo, devido às leis do pós-morte existentes. Os não crentes podem não se sentir aprisionados, daí onde colocamos as antagens de quem as possui sobre o outro grupo.
Antes devem procurar se amar, tornar possível a realização de suas curas, encontrar novamente os caminhos do poder sonhar e adotar o lema: ‘Liberdade é pouco; o que eu quero ainda não tem nome". Mas lembrando sempre: "O preço da liberdade é a “eterna vigilância". Como complemento: "A liberdade de um termina quando começa a do outro". Tudo isso se aplica na aceitação dos outros como são, inclusive com as suas crenças religiosas.
A esperança nos recursos humanos, para a sua cura, como sabemos é básica, cabe a você colaborar e lembrar que: "Ele deixou as coisas para se organizarem por si mesmas".
Confortavelmente, pense: "não sou dono do mundo, mas sou filho do dono".

terça-feira, agosto 06, 2013

COISAS(S) IMPOSTANTES(S) PARA FAZER.
 
Pirineus de Sousa
"Quando a Depressão Ataca."
 
Em meio a tantas “autos” (estima, piedade, confiança, etc.) percorridas em minhas colocações, falei muito, também, sobre as energias negativas e positivas que os seres, as coisas todas possuem. Exemplifiquei, inclusive, com o nosso planeta terra.
Mas não poderia deixar de tecer considerações sobre o posicionamento que devemos tomar, diante de tantas situações com que nos deparamos. Ele serve para todos os momentos em que estejamos envolvidos, assim como é dito no ato do casamento: na alegria e na tristeza.
Talvez o termo correto seria priorizar, mas praticando-a estará na verdade, positivando-se. Devemos ter em mente o seguinte: TENHO COISA(S) MAIS IMPORTANTE(S) PARA FAZER. Em todas as situações cabe esse lembrete. Da mais complexa, a mais simples. Por exemplo: sua compulsão para comprar coisas supérfluas. Pode ser que ela tenha ficado reprimida por algum tempo, por algum motivo. Pensando em alguma coisa mais importante para fazer, pode ser que você deixe de efetuar a compra e poderá estar economizando para alguma eventualidade futura. Você não estará sendo sovina para com você mesmo e sim dando valor àaquisição pretendida. Como já dissemos, o desequilíbrio do humor, às vezes mostra o nosso lado compulsivo, - talvez uma compensação por muitas coisas que deixamos ou estamos deixando de fazer.
Mas não fico só por aqui. Pode ter acontecido da pessoa amada tê-lo abandonado. Não suportou alguém tão triste quanto você e com tamanha carga de problemas, que correm em paralelo. O seu amor demonstrou não ser grande o suficiente para mantê-lo aceso. Quando escolhemos ou somos o escolhido para um relacionamento, deveríamos ter juízo ou discernimento suficiente, para: primeiro, ter a certeza de que aquela é realmente a pessoa a ser amada, mas concomitantemente, em segundo lugar, ter a certeza de que se trata da pessoa certa.
Como não somos de dosar (acho que nem conseguimos) os nossos sentimentos, logo estaremos envolvidos em um caso para o qual deixamos as ponderações de lado, e mergulhamos de cabeça, por inteiro. Você, já triste e com mais essa, as coisas só tendem a piorar. É a hora de recorrer a sua balança imaginária.
Em um dos seus pratos, vá colocando as qualidades do ente amado. No outro, coloque o que você julga serem os defeitos. No auge da saudade, você ainda tenderá a valorizar por demais o primeiro prato, mas o tempo se encarregará de mostrar-lhe por inteiro, que talvez tenha sido melhor assim.
Não cabe a mim questionar se você tende mais para a fidelidade ou para a infidelidade. Para os últimos, por certo um abandono a mais não se constituirá no fim do mundo. Podem optar por relacionamentos alternativos, o que não quer dizer que o feitiço não possa voltar contra o feiticeiro.
Particularmente, tenho admiração e ao mesmo tempo, dó para com as pessoas sonhadoras, que acreditam ser o amor eterno. É como disse Vinícius de Moraes: bom enquanto dura.Enfatizamos o lado romântico, pelo fato de você poder estar se sentindo só e passar a se envolver mais facilmente com pessoas em estados emocionais mais equilibrados e quiçá, mais frias. Na separação, você irá sofrer com certeza e a outra parte sentirá, talvez, menos. Nesse ponto, não ponha a sensação de abandono em primeiro plano de sua vida. Lembre-se que você tem coisa mais importante para fazer. Cuidar melhor de você, se amar em primeiro lugar. Estar pronto para novos relacionamentos. Afinal, a vida continua e o amor é lindo!
Assim já dizia o poeta. Para estar sempre pronto, compare-se a um artigo de primeira, exposto em uma vitrine; seja ou procure ser alguém cobiçável.(dentro dos limites) Seja o contrário do que possa acontecer com um maracujá trancado em uma gaveta. Se a sua desilusão for tamanha a ponto de que nada disso seja possível, passe a analisar as pendências que exijam a sua pronta ação para resolvê-las. Todos somos assoberbados de compromissos. Se nos considerarmos uma pessoa simples, é porque estamos pulando por cima de problemas. Quem não os tem? Todo ser humano é complexo por natureza, incluindo aqui os devidamente considerados equilibrados.
Dessa análise, proponha-se metas a atingir. Faça uma escala e vá executando-as. Você há de sentir que a vida é uma moto-contínua de situações a serem resolvidas e o que seria dela, senão fossem esses problemas? Diria, vazia, insípida, sem sentido.  Assim,  aplique  o  TENHO  COISA(S)  MAIS IMPORTANTE(S) PARA FAZER, para PENSAR, para SONHAR, nas mais diversas oportunidades. Minimize as possibilidades de sofrer, colocando sempre alguma razão mais plausível do que essa do momento, que pode estar tornando-o mais triste.
Nas diversas formas abordadas, falamos também das amizades. Existem mais falsos amigos do que verdadeiros. Use a sua balança. Cativar e manter os verdadeiros não é apenas lógico, mas uma necessidade. Aos demais, aplique o lembrete – Tenho coisa(s) mais importante(s) para fazer.
Nosso dia-a-dia, por mais retraídos, por mais enclausurados que estejamos, sempre há algo a fazer, inclusive pensar, - tanto no céus, quanto com os pés na terra. Através desse ato, mesmo que seu raciocínio esteja em desarmonia, pense em como seria diferente se estivesse fazendo alguma coisa que lhe desse prazer.
Você deve, acima de tudo, conscientizar-se que a coisa mais importante que tem a fazer, é ser feliz. Você deve ser a sua prioridade, a qualquer preço, mas respeitando os espaços alheios e dentro das suas possibilidades.
Ao mesmo tempo que levanto a bandeira da auto-estima a qualquer custo, proponho barreiras. É a questão de não nos tornarmos egocêntricos, ao ponto de desestabilizar o ambiente onde vivemos.
Analise comigo. A sua volta, quantas pessoas convivem? Olhando somente para seu umbigo, não poderá estar descuidando dos filhos, do cônjuge, de outros laços afetivos? A minha proposta é de uma felicidade compartilhada e não isolada.
Nas suas prioridades e metas, leve em conta tudo e a todos, o TENHO COISA(S) MAIS IMPORTANTE(S) PARA FAZER exige a utilização do nosso poder de discernimento, na tomada de atitudes sensatas que nos torne harmônicos com o nosso meio ambiente.
Como nem tudo se constitui de sentimentos, temos que atentar para o lado financeiro da nossa situação. Ser rico, necessariamente não é ser feliz, mas o lado material deve ser visto pelo depressivo como algo significativo. Pode até ser ele o motivo da sua depressão. O tratamento é o mesmo, priorizando,resolvendo e acima de tudo, procurando todas as formas de estabilizar essa situação. Quantos diante de um quadro financeiro caótico, procuraram fugir da realidade, atentando contra a própria vida? Esse tipo de comportamento tira de circulação pessoas que ainda poderiam, se superada essa fase difícil, ser úteis para a sociedade, sem contar manter estável todo um círculo familiar e de amigos.
Não prego o capitalismo canibal, mas o dinheiro está aí para ser ganho, perdido e há inclusive aqueles que o roubam. Temos apenas que entender que as possibilidades foram feitas e existem para todos. Cabe a cada um de nós viabilizar a forma de nos mantermos condignamente. Entre tê-lo ou não, muito ou pouco, vai depender da nossa administração e, mais uma vez, cabe a determinação de entre as coisas importantes a fazer, é melhor nos provermos dele para uma existência mais segura, confortável e mais propensa à felicidade.
Até aqui, nada lhe tocou, a carapuça não serviu em momento algum. Nada de amores mal-resolvidos, nada de problemas financeiros, "sou complexo por natureza e disso eu jásabia". "Prefiro alienar-me, ficar olhando para o teto e vendo o tempo passar, o resto é que se dane". Nessa sua clausura, mesmo mentalmente confuso, há de sobrar momentos para a inserção do lembrete: TENHO COISA MAIS IMPORTANTE PARA FAZER. Inicialmente você mentalizará essas palavras no singular, mas a medida em que for possível nelas se aprofundar, verá que elas devem ser escritas no plural e, quem sabe, agora a carapuça tome o formato da sua cabeça. Essa conscientização do meio que o cerca é uma tomada de consciência e sinal que por fim você está visualizando o mundo como sabemos sê-lo: fervilhante e complicado. Cabe a você decodificar o seu, para partir para a luta, não entregar os pontos, não ficar parado ante o primeiro obstáculo que aparecer. Sempre  existirão  coisas  importantes  para  fazer, independentemente de você querer ou não. Ignorar esse fato só poderá complicar, portanto, é melhor aceitá-lo e tocar a bola prá frente, de preferência com um chute certeiro.
Adotando esse lembrete como meta, aplique-o a todos os seus problemas, sejam eles: pânicos, medos, baixa-estima, inseguranças e mesmo na autopiedade. Você verá que ele é válido, porque tornando-se sua própria prioridade, dentro das premissas já colocadas, você estará se tornando menos triste e mais propenso a enfrentar os fatores motrizes da sua vida.