Técnicas de Psicoterapia Holística,
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sábado, maio 11, 2013

A Volta
Pirineus de Sousa
“Quando a Depressão Ataca”
 
Sem perceber o seu mundo readquire cores, a comida antes insossa,  passa a ter sabor. Suas idéias, antes confusas, passam a ter sentido. A sua aparência está melhor e a sua volta o caos, quebra-cabeças a serem resolvidos. É o acúmulo de problemas que não foram resolvidos na época certa e que se acumularam como uma bola de neve.
Aqueles que gostam de você e lhe compreendem vão se sentir felizes com sua volta à vida. Você deu a volta por cima e está capacitado a resolver os problemas que se acumularam enquanto esteve "fora". Há muitas coisas a serem feitas e, relembramos, não some os problemas. Encare um a um, procurando resolver um de cada vez. Agora você aprendeu a se amar. Embase esse sentimento com as palavras de Meabe: "O amor que você recebe, é igual ao amor que você dá". É necessário agora que seja altruísta e pense naqueles que o rodeiam. Eles foram muito importantes para o seu retorno. Lembre-se que eles continuarão gravitando a sua volta e você na deles, e que poderão ajudá-lo no encaminhamento e soluções dos problemas.
Agora que você está de volta ao equilíbrio, os temores estão acabando, o seu banzo se foi, vá gradativamente voltando as suas atividades normais, procurando ter de novo o controle da situação. A sua experiência anterior não acabou; ela apenas teve um interregno enquanto você esteve triste. Agora, é só continuar. Nessa sua nova jornada, seja o seu próprio fiscal, tal  como: mantenha o seu tratamento, afinal o seu mal foi diagnosticado como depressão passageira ou crônica e com ou sem possibilidades de recorrências. Nem sempre o diagnóstico é preciso, portanto, observe-se, e ao menor sintoma, recorra aos médicos, tendo em mente que sempre no princípio o tratamento é mais eficaz e simples.
Você se conheceu melhor enquanto esteve doente. Ninguém melhor agora que  você para se observar. Pode ser que ela nunca mais o acometa.
O seu poder de percepção melhorado, em muito irá ajudá-lo e àqueles que o cercam. Você dará mais valor a pequenas coisas que antes não havia observado e, com certeza, tudo lhe parecerá mais bonito que antes.
Mas como nem tudo é alegria, as seqüelas ficam. Amizades foram desfeitas, oportunidades foram perdidas. Até o casamento pode ter sido abalado ou desfeito. Tente se reconstruir por inteiro, nada é definitivo. A vida há de dar-lhe novas oportunidades.
Supere a mania de perseguição, ao notar olhares atravessados. Afinal você esteve envolvido com uma doença pouco compreendida. Ao mesmo tempo em que se apresentava saudável (nem sempre é assim), esteve envolvido com psiquiatras, psicólogos, clínicas de repouso, remédios controlados. Para alguns, isso é coisa de doente mental. Não tente explicar o inexplicável; encare a sua nova realidade. Você não foi ator, foi uma pessoa que sofreu para superar a si mesmo e deve sentir-se orgulhoso disso.
Na sua reconciliação, aprenda agora a separar o joio do trigo. As pessoas negativistas, caso não possam ser ignoradas, pelo menos aprenda a dar-lhes a importância de que são merecedoras. Releve-as a um segundo plano no seu existir. Afinal, você precisa de incentivos, apoios sinceros. O colunista já dizia: "Os cães ladram e a caravana passa".
Sinta-se superior às mesquinharias; você lutou contra coisas bem piores e venceu. Esses pequenos obstáculos são plenamente superáveis. Observe que nos seus piores momentos, essas pessoas não estavam a sua volta. Em nada contribuíram para a sua cura e não será agora que você está bem, que contribuirão com alguma coisa. No mínimo se aproximarão de você, movidas pelo jogo de interesses.
Você pode não estar como até agora o colocamos. A tristeza se foi, mas você se sente desmotivado, falta-lhe fôlego para continuar. As dificuldades foram resolvidas, mas deixaram danos. Recorde então como tudo estava mais difícil. As barreiras pareciam insuperáveis, mas você conseguiu transpô-las. Nada se compara com o que acabou de passar. De que serviram as lições, as provocações? Para situar-se, procure organizar-se, motivar-se; sempre há algo a fazer. O sucesso nem sempre é possível sem que se conheça o fracasso, dizem. Você que vem do fundo do poço, tem que entender essa colocação. Para ser feliz, não há  necessidade de realizações grandiosas. Você poderá sê-lo com pequenos feitos. Reconheça seus limites, reconstituindo a sua vida de forma mais simples, com mais moderação.   Para ser feliz, a receita é caseira e necessariamente não está em se ter muito dinheiro, mas nos quesitos: não cultivar a solidão; procurar ser extrovertido; ser fiel no seu relacionamento; trabalhar muito; assistir novelas. Coisas assim, simples.

sábado, abril 06, 2013

 
 
 
 
Viagens Alternativas
 
 
 
Pirineus de Souza
“Quando a Depressão Ataca”
Por diversas passagens falei da natureza, animais, rios, riachos, praias... Especificamente não criei um quadro completo, com a presença de todos esses elementos, ou parte deles, muito utilizados como relax, indução para a concentração e outras finalidades terapêuticas que nos levam ao êxtase, do grego, que significa estar fora de si mesmo.
Não importa as suas crendices, ou técnicas de tratamentos psicológicos, você já deve ter passado por diversas experiências, onde foi induzido a criar em sua mente, paisagens fantásticas, onde reinavam a beleza, a paz, a harmonia e a sua total interação com esse meio. O barulho das cachoeiras, a temperatura que você julgou ser a ideal para você. A areia macia, clara. As árvores, flores imaginárias. Animais dóceis. A brisa suave e o perfume dominante nesse ambiente de contos de fadas. O verdadeiro éden, onde é possível conversar com as plantas e animais. Nessas viagens você pode tornar-se um pássaro, uma formiga, uma borboleta, um arbusto, ou ser você mesmo e sentir-se um ser angelical. Sendo de fundo religioso, você se esforçando poderá até falar com Deus. Nada de extraordinário para algo criado em sua própria imaginação. Ela pode ser feita em posições de relaxamento, de yoga, existem métodos, meios e muitas outras formas. A sua indução pode ser feita por terceiros ou pelo auto-conhecimento adquirido através da prática. Embarcar nelas, nunca será cansativo, pois a sua mente é fértil, criativa, pode ser modificada em cada uma delas e sempre poderá ser diferente uma da outra. 
Essas experiências têm efeitos muito positivos no paciente e podem ser feitas quantas vezes se quiser empreendê-las. Só há a necessidade de se ter passagens de ida e volta. Você vai passear, mas a sua casa o espera de volta, para o dia a dia normal. Indiscutivelmente, o fundo musical será clássico, de músicas orientais, corais celestiais, etc.
As técnicas exigem relaxamento de cada parte do corpo, positivando o funcionamento de cada uma delas. Os meios de auto-ajuda, autocura, têm também o acompanhamento de salmos, passagens bíblicas, mantras; o método combinado de ascensão de degraus com variações de cores, a cromoterapia hoje muito divulgada, enfim "n" maneiras de se embarcar.
Temos também, um verdadeiro arsenal de orientadores profissionais que por livros, fitas e vídeos servem de "guias" para poder delas se usufruir melhores proveitos. 
O pensamento solto faz com que se esqueça dos seus males, e, por momentos, você estará longe das angústias. O seu corpo, a sua mente agradecerão e as suas baterias se recarregarão para enfrentar a realidade.
Os psicoterapeutas, com suas escolas e métodos, não nos resolvem da noite para o dia. Tais métodos, inclusive, são muito praticados por eles. Quantas vezes você já não foi aconselhado a ter contato com a natureza, respirar ar puro, fazer caminhadas. Dentro dos consultórios, quantas vezes você já não fez relaxamento e mesmo viagens induzidas? Não foi bom? Então porque não fazê-las como forma alternativa? Com certeza você gostará mais de umas que de outras. Sei em sã consciência, que a sua sensatez não o deixará envolver-se com "agências" que utilizem de chás, ervas, cogumelos, porções mágicas, ou qualquer outro meio, que não o mental para empreender seus passeios. Com a sua experiência pessoal, caso notar algo de errado, saltará fora e também, saberá lidar com essas alternativas de falsas promessas, que existem e muitas, optando por aquelas que se não lhe provarem sérias, ao menos que demonstrem isso.
As "viagens" também têm seus limites e precauções. Por isso, não as estou propondo para quem não tiver o poder desses discernimentos, como para crianças, os muito jovens, ou muito debilitados psiquicamente. Nesses casos, só com a ajuda especializada.
Entrar na profundeza do seu ser, do seu "eu". Para fazê-lo, você terá que utilizar  técnicas respiratórias, aprender a galgar níveis mentais e acima de tudo, aprender a concentrar-se.
Não estou propondo meditação transcendental, viagens psíquicas, onde o espírito abandona o corpo; o déjà vu, em que ocorre a sensação momentânea de já ter vivenciado anteriormente, algum momento presente; as viagens astrais ou o livramento dos carmas para atingir o nirvana, enfim a minha proposta não é de chegar no estado limítrofe entre o real e o irreal, ao ponto de estar lidando com a paranormalidade.
Dependendo do seu grau de sensibilidade, procure dentre esses meios alternativos, aqueles direcionados ao seu caso, objetivando compatibilizar as desarmonias mentais.
Durante a guerra fria entre Rússia e Estados Unidos, a lavagem cerebral foi muito utilizada e com sucesso.  Esse fato comprova que a mente humana é manipulável e, daí os cuidados e, as precauções. "Agências" e meios seguros haverão de proporcionar-lhe, além do equilíbrio mental, a felicidade, a saúde, a paz. Programe-se de forma tal a criar dentro de você, formas de alcançar o sucesso, a liberdade em todos os sentidos, principalmente livrar-se dos problemas que o afligem no momento.
Aqui, além dos casos já tratados, a aplicação desses métodos se direciona também, às mulheres que ainda estejam no período dito fértil, aquelas que menstruam e estão sujeitas à tensão pré-menstrual, a TPM. O nervosismo, as dores, a agressividade ou a tristeza, em muito serão minimizadas com as técnicas de relaxamento, e quem sabe se por esses caminhos você poderá deixar de recorrer a remédios químicos todos os meses?
A repetição de auto-afirmação positiva, a crença do que aquilo que você criar na sua mente passa a  existir, só tenderá a trazer-lhe benefícios e a descomplicar-se pelo seu autoconhecimento.

sábado, março 02, 2013

 
 
 
 
 
 
Para Enfrentar a Rotina
 
Pirineus de Souza
"Quando a Depressão Ataca"
 O seu próprio trabalho poderá ser a sua terapia ocupacional. Mas, como conciliar cansaço, falta de interesse, lentidão, falta de concentração naquilo que antes fazia com tanto prazer? Atente que para adequar-se a essa situação, precisará da ajuda dos terapeutas, talvez neurologistas e outros. Nessa montanha russa, onde cada caso é um caso, por vezes precisará de remédios que o estimulem.
Por outras, daqueles que o tranquilizem. Existem "n" estados emocionais. O importante é que com a ajuda deles, você se mantenha ativo, não deixando o desânimo tomar conta. A força de vontade tem que ser total para não cair em deslizes.
Procure preservar a sua produtividade normal e acima de tudo, controlar-se para que o seu humor não fique entre altos e baixos - o que poderá provocar instabilidade nos seus relacionamentos interpessoais. Durante esse período, observe seus procedimentos e comunique-os ao seu médico, caso verifique alguma mudança.
Insisto na manutenção das atividades habituais, porque fora delas você se sentirá ainda mais inseguro. Quem sabe já está na hora de merecidas férias, um tratamento anti-estresse, ou mesmo a mudança de emprego e procurar novos horizontes em sua vida? O importante é que em meio a todas essas propostas, você encontre a melhor para si. O que adiantará manter-se em uma rotina que não lhe dê prazer?
Procure se reencontrar, lutar por uma nova realidade. Sua empresa está indo muito bem, seu patrão está em paz com a vida, os seus colegas estão contentes, mas você como está? Faço a colocação do seu trabalho e a sua manutenção,  porque talvez não seja ele o motivo da sua depressão. Motivos outros é que a provocaram, mas diversas situações têm que ser apresentadas para que você se situe. Seja  qual for o causador do seu mal-estar, é como fogo, se não cortar a fonte ele não se apaga. Assim é a depressão, se você não se readaptar à nova condição, à situação em que se encontra, ela não desaparecerá, você tem que se reprogramar. Aos trancos e barrancos, você poderá se manter em uma atividade. Mas, vale a pena se acabar, talvez para manter um status social?
Se o emprego atual é sua fonte de renda, como conviver sem ele? Não sendo possível adequar-se a ele, procure mudar, até mesmo de ramo se for o caso, senão a tendência do seu caso é só de agravar-se. Para mantê-lo, você se sufoca, fora dele poderá desestabilizar seus laços familiares. Poderá encontrar válvulas de escape no tabagismo, no álcool, nos bares da vida, enfim os canais de fugas estarão sempre abertos a sua frente, como estão para todos os mortais. Por acaso você é diferente?
Daí, a necessidade da procura de soluções. A causa tem que ser encontrada, curada, cortada pela raiz. Paliativos não adiantarão. Tem que ser o cara a cara com a realidade. Necessariamente, nem sempre o seu trabalho é a fonte do problema. Ele apenas sofre as consequências de outros fatores. Mas fora de uma atividade habitual, você poderá enfrentar uma realidade ainda pior. Sentir-se inútil, solitário, sentir autopiedade, insegurança, etc.
Se você está doente, as leis o protegem para que procure os meios para se tratar adequadamente. Se valha dos seus direitos. Afinal, você está se conscientizando do seu amor próprio, para ter uma qualidade de vida melhor para si e para aqueles que dependem de você. Fingir que está tudo bem, quando na realidade não está, é tudo meio de protelações e os efeitos poderão ser piores se não tratados a contento. Não é uma questão de ótica, mas sim do previsível.
Por um motivo qualquer você sofreu uma internação e terá que ausentar-se do serviço. De alguma forma outras pessoas se inteirarão onde e porque aconteceu. E agora, o que fazer? É enfrentar o óbvio, ainda que nem todos entendam. O importante é você saber que não se trata de um luxo e sim de uma necessidade e que terá de enfrentá-la. Digam, pense o que quiserem, a meta é chegar lá. Enfoque um trabalho do cotidiano normal, mas as colocações se estendem aos mais diversos tipos de atividades, as domésticas, as de profissionais autônomos, qualquer uma. Você não tem como esconder que o seu mundo está triste. Caso perguntem aja de acordo com o que lhe seja conveniente. Se o seu interlocutor merecer mais atenção, mais detalhamento, aprofunde a conversa até o ponto que achar necessário. Quem sabe dela poderá surgir alguma ajuda? Para que "sujar" uma ficha de bons trabalhos prestados? Não mentir é o certo, mas você poderá omitir quando necessário. Quem vive a sua tristeza é você. E só a você cabe administrá-la, mas não minta compulsivamente, o que já passa a ser um distúrbio da imaginação.
Talvez nem o seu chefe imediato seja a pessoa mais indicada para saber e entender o seu estado. Pode faltar-lhe sensibilidade e seja como talvez você tenha sido, um casca grossa. Minimize suas frustrações, procure um meio termo, para se possível, manter-se em suas funções, ainda que a sua produtividade não seja mais aquela. Ir  em frente é preciso... Houve a necessidade de afastar-se do seu trabalho e a ociosidade em nada o ajudará. Então, insista em fazer algo que lhe dê prazer. Será muito banal de sua parte, que sempre lutou, se entregar à ociosidade, tudo porque a tristeza o está  perseguindo. Não lhe dê essa vantagem. Muitas coisas cabem dentro de uma mente desocupada, principalmente, aquelas que não prestam. Afaste os pensamentos negativos. O especialista no assunto Dr. Jeffrey Lynn Speller fala: "em geral esse mal atinge os mais ambiciosos, criativos e escrupulosos". Veja em qual situação se enquadra e tente conciliar os impulsos para não cair nessa. Vencer não é por acaso. Busque a vitória, mas dentro das suas possibilidades.

domingo, fevereiro 24, 2013


 
 
 
A DEPRESSÃO EM IDOSOS

 

A depressão é considerada hoje em dia, um problema de saúde importante que afeta pessoas de todas as idades, levando a sentimentos de tristeza e isolamento social que muitas vezes têm como desfecho o suicídio.
Contudo, é nas idades avançadas que ela atinge os mais elevados índices de morbilidade e mortalidade, na medida em que assume formas incaracterísticas, muitas vezes difíceis de diagnosticar e, consequentemente, de tratar.
Em consequência, a principal dificuldade que se coloca aos profissionais de saúde é o diagnóstico correto deste quadro clínico, que, em muitos casos, está associado ao fato de a maioria dos idosos, negarem a sua depressão e não procurar tratamento psiquiátrico.
De fato, é frequente que as pessoas que rodeiam e convivem habitualmente com os idosos associem à idade avançada à melancolia e a tristeza devido a perdas afetivas, econômicas, sociais e doenças crônicas, não valorizando as suas queixas (SIMÕES, 1996).
As teorias que sustentam a depressão no idoso, como sendo diferente do tipo de depressão em outras faixas etárias, apoiam-se, entre outros aspectos, nas diferenças da sintomatologia apresentadas em cada caso.
Existem diversos estudos que demonstram que os idosos apresentam, na sua maioria, depressões atípicas, não se encaixando por isso nos padrões das classificações existentes nomeadamente CID 10 E DSM. IV (COHEN e EISDORFER, 1997).
Na opinião dos mesmos autores, as depressões atípicas podem ser caracterizadas pela falta de episódios de tristeza, claramente distinto, mostrando-se o doente apático, com queixas subjetivas de comprometimento cognitivo, ansiedade proeminente, somatização e excesso de preocupação com o corpo.
Reforçando esta tese, SIMÕES (1996) afirma que, no idoso, os sintomas iniciais do quadro depressivo são relativamente inespecíficos, tais como a astenia, perturbações de sono, tristeza e ansiedade, desinteresse por hábitos e/ou prazeres habituais. Os sintomas mais específicos são os que decorrem da depressão do humor, bem como a lentidão psicomotora.