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sábado, dezembro 03, 2011

Causas e Efeitos

Pirineus de Sousa
Do livro “Quando a Depressão Ataca”

Você deixou de gostar de coisas ínfimas ou grandiosas que antes vivenciava com tanto prazer. Sua auto-estima está abalada.
Intimamente, você se sente dependente, carente, incapaz... Está com algo atravessado na garganta, como se fosse um nó e não dá conta de engoli-lo. É como tentar desvencilhar-se de um emaranhado de teias. Você está em um barco para o qual não foi convidado, não aceitou, mas está  dentro dele. E o pior, sabe que está afundando e você não sabe o que fazer, mesmo sabendo nadar. O mar é alto, negro como petróleo e o barco faz água.
Você já deu o devido tempo para reencontrar-se e ele não chegou. Parece que nunca chegará e tudo que o cerca não lhe interessa. O isolamento é preferido ao convívio com as outras pessoas. Compara que por motivos idênticos, outras sofreram, choraram, mas voltaram às suas vidas normalmente, enquanto você se perdeu em meio ao caminho de volta. Como explicar para alguém que você está inexplicavelmente triste? Que chora, sem quê nem porquê. No seu ponto de vista essa pessoa está minimizando o seu sofrimento. Mas, não a culpe se a sua aparência não traduz a sua angústia interior. Só você mudou e talvez seja essa pessoa, antes mesmo de você a alertar para o fato.
Um, ou o somatório de alguns acontecimentos a seguir, podem ter ocorrido ou estão acontecendo em sua vida:
- Está dormindo de menos, ou demais se comparado ao seu turno normal de sono. De menos pelas preocupações que lhe afligem, ou demais para fugir das mesmas;
- Seu humor está instável, nem sempre equilibrado, tendendo para o mal humor, tudo o irrita por mais insignificante que seja o fato;
- Seu peso aumentou por alimentar-se por compulsão;
- Seu peso diminuiu, você se sente fraco, não tem apetite e as doenças facilmente o atacam;
- Seus reflexos estão lentos ou descontrolados;
- Seu desempenho no trabalho está abaixo do normal e você não se concentra nele;
- Morreu um ente querido;
- No romance foi traído;
- Perdeu o emprego;
- Dores não são confirmadas nos diagnósticos médicos;
- Um acidente o incapacitou;
- A solução dos problemas fica sempre para depois;
- Desfez um relacionamento amoroso;
- Seu amor não é correspondido;
- Enfim, o que dá prazer parou de lhe interessar, a isso chamam de "ante-hedonismo". Os acontecimentos que deveriam ser motivos de felicidade, como a aquisição de uma nova casa, uma promoção no emprego, a chegada de um recém-nascido, também, podem ocasionar a depressão. Ela vem, pôr impossível que pareça, em momentos que deveriam ser de celebração e não de tristeza e a ciência ainda não descobriu a causa. Sabe-se que quando há um desequilíbrio nos neurotransmissores do cérebro a transmissão das informações, sofre uma pane, quando então ocorre a desestabilização e os seus sintomas se afloram. É uma doença clínica esse desequilíbrio químico dos neurotransmissores que regem o humor. É mais um mal-estar físico, uma doença corriqueira, mas séria. Ela não tem sintomas físicos evidentes, não escolhe idade, ou sexo, podendo acometer 5% da população e entre 10% a 20% hão de passar por ela em algum período da vida.
Relevemos os quadros corriqueiros de tristeza passageira e lembremos que a depressão pode acontecer a qualquer um. A profunda dura normalmente de 6 meses a 2 anos, ou mais, mas hoje em dia, com a ajuda adequada, pode começar a ser curada ao fim de algumas semanas. Tudo é relativo e depende do quadro.
Se o "cachorro preto" o pegou, você prefere morrer, dormir e não acordar mais. Acha que se morresse, seria indiferente e não faria falta a ninguém. É hora de procurar ajuda, procurar a saída. Continuar ou aprofundar-se cada vez mais para o fundo do poço e acomodar-se, é a morte em vida e as forças poderão lhe faltar nessa guerra que com certeza será cheia de batalhas.
Entre os depressivos, está provado, o sistema imunológico fica debilitado, oferecendo oportunidades para o surgimento de doenças fatais. O corpo oferece-se assim, como que de graça para o aparecimento de doenças oportunistas, leves ou graves.
No tumulto em que está o seu epicentro mental podem surgir problemas físicos reais. A sua volta já devem ter acontecido muitos casos assim. Recorda-se daquele amigo que após anos de dedicação a um trabalho o perdeu sem maiores explicações?
Lembra-se da tristeza que o acometeu? E os problemas que advieram? E de que ele morreu? Sei de um caso real de câncer, mas pode ser um aneurisma... O compêndio da medicina é por demais extenso para descrevê-los. Procure manter a sua mente sob controle e não se dê ao luxo da situação chegar a esse ponto.
Alertamos que você pode estar apenas passageiramente triste e que poderá achar as situações descritas exageradas, mas se está realmente deprimido, verá que esse estado de espírito nos leva a extremos e nosso objetivo é ser abrangente, para mostrar as diversas facetas com as quais a doença se apresenta. Podem ser estados leves, passageiros, os mais profundos, os agudos e crônicos. Da forma que ela vier, a meta é nos safar. O que pode aparecer absurdo para uns, para outros caem sob medida e a quem não estiver acometido por ela parecerá estarmos descrevendo "O inferno" de Dante.
Declaradamente, não pensamos fazer destes escritos um livro de cabeceira. Nossa proposta é fazer com que pessoas afundadas nessa areia movediça se reencontrem a partir da autoanálise, e encontrem as causas que a levaram a isso, com a conseqüente busca de cura. Cheguei á conclusão que nem toda atenção do mundo, nem os recursos avançados da medicina serão suficientes para que você faça as pazes com a vida sem a sua colaboração. Se nela o eixo principal é você, por mais altruísmo e incentivos externos que receber, sem ela a nada se chegará.
Ao ler a palavra AUTO, atente que não estarei me referindo ao automóvel, a uma máquina e sim ao ser humano que é VOCÊ PRÓPRIO, é o seu EU.